*Por Antônio Zacarias - Maria Enxofre do Carmo voltou às redes sociais com um vídeo patético, desses que misturam cinismo, arrogância e mentira descarada. Falou como quem acredita que a realidade pode ser dobrada na base do gogó — montada, não num cometa, mas num tsunami de falsidades.
Para a dona da Fametro, o fato de o curso de medicina da sua faculdade ter alcançado a pior nota do país no ENAMED não configura escândalo algum. O problema, segundo sua versão conveniente, seriam os alunos. É a velha tática do gestor incompetente: o erro nunca é de quem manda, sempre de quem obedece.
Para quem nunca teve compromisso com educação, ética empresarial ou responsabilidade social, uma nota zero é só um detalhe irrelevante, quase um erro de digitação num histórico já manchado. A reprovação geral não incomoda quem vê ensino como balcão de negócios.
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Com a soberba que lhe é habitual, Maria Enxofre repetiu o discurso ofensivo: a culpa é dos estudantes. Uma cara de pau monumental. Os alunos são produto direto do curso que ela administra. Se a formação é pífia, a responsabilidade é de quem lucra, não de quem paga mensalidade e sonha em ser médico.
A reprovação não foi dos jovens. Foi institucional. Foi pedagógica. Foi administrativa. Foi moral. Foi da Fametro. E, principalmente, foi de Maria Enxofre do Carmo — que insiste em se autointitular “educadora”, embora nunca tenha demonstrado vocação para algo além da exploração comercial do ensino.
Enquanto embolsa centenas de milhões de reais em bolsas bancadas pelo governo federal e pela Prefeitura, Maria Enxofre jamais investiu um centavo sequer na construção de um hospital-escola digno desse nome. Não há estrutura adequada, não há residência médica, não há compromisso com a formação prática. Há apenas discurso vazio e ganância bem administrada.
Anos atrás, anunciou com estardalhaço a compra do prédio da antiga Santa Casa de Misericórdia, vendendo a ideia de que ali surgiria um hospital-escola. Mais uma farsa. O prédio continua abandonado, apodrecendo, símbolo perfeito da promessa não cumprida.
Como se não bastasse, a senhora das trevas ainda mentiu ao afirmar que a nota do curso estaria “em revisão” no MEC. Não está. O que existe é um recurso protocolado, como qualquer instituição reprovada pode fazer. As notas do ENAMED não são negociáveis, nem reinterpretáveis: a prova é objetiva. Ciência não admite jeitinho.
Se Maria Enxofre tivesse o mínimo de preparo intelectual, saberia que não existe subjetividade quando se mede conhecimento técnico. Mas exigir isso é esperar demais de quem confunde educação com marketing.
Incapaz de assumir a própria falência administrativa, ela tenta politizar o desastre, terceirizar a culpa e se fazer de vítima. Falta-lhe o básico: ética, humildade e responsabilidade.
O Amazonas precisa, sim, de médicos e médicas. Mas de profissionais bem formados, não de diplomas carimbados por instituições que tratam vidas humanas como estatística financeira. O preço dessa irresponsabilidade já está sendo pago — e, muitas vezes, com sangue.
Dona Maria Enxofre do Carmo, crie vergonha, assuma o fracasso e vá trabalhar.
O povo amazonense pode até ser paciente, mas não é tolo.
E não vai engolir suas mentiras.
VEJA O VÍDEO EM QUE MARIA ENXOFRE DO CARMO DISTORCE OS FATOS E JOGA
A CULPA NOS ALUNOS PELO FRACASSO DE SUA GESTÃO NA FAMETRO:
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*Antônio Zacarias é fundador e proprietário do PORTAL DO ZACARIAS, atualmente no top 10 dos portais de notícias mais acessados do Brasil. Jornalista experiente, foi editor-geral de diversos jornais da Região Norte, com atuação destacada no Amazonas, onde dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério. Durante dois anos, atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte, a convite de Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral de O Globo. Antônio Zacarias é também autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra voltada à valorização do bom uso da língua portuguesa.