Após divulgar comunicado atribuindo a decisão à dependência de auxílios governamentais, dono de sorveteria negou motivação política, mas publicou vídeo com críticas a apoiadores do presidente.
Uma sorveteria do interior do estado anunciou, nesta segunda-feira (26), que deixará de realizar ações sociais, incluindo a distribuição de cestas básicas, agasalhos e brinquedos. A decisão foi divulgada nas redes sociais do estabelecimento, um dia após a eleição presidencial no país, e provocou críticas de internautas.
Na publicação, a empresa afirmou estar cansada de ajudar pessoas que, segundo o comunicado, prefeririam “viver dos auxílios do governo” a buscar outras formas de melhorar de vida. O texto também pediu desculpas às organizações não governamentais (ONGs) e aos projetos sociais que recebiam as doações.
O posicionamento gerou uma série de reações negativas nos comentários da publicação.
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Questionado pelo Metrópoles, o empresário Adriano Reis, proprietário da sorveteria, negou que a decisão de interromper as doações tenha sido motivada por questões políticas. Ele afirmou que a suspensão das iniciativas sociais foi uma escolha pessoal.
“Eu só decidi suspender definitivamente todas as ações sociais que eu fazia como pessoa física ou através dos meus negócios. Uma decisão pessoal. Não tenho mais interesse em fazer ações sociais”, declarou.
Entretanto, o conteúdo do comunicado publicado pela empresa relacionava o fim das doações à postura atribuída aos beneficiários em relação aos programas de assistência do governo.
Cerca de 40 minutos após o contato com a reportagem, Reis publicou um vídeo no qual criticou eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que teriam reagido negativamente à decisão.
“Os eleitores do Lula estão bravinhos”, afirmou o empresário. Em seguida, questionou a necessidade de doações de cestas básicas por parte da empresa diante das políticas sociais do governo federal.
“Ué, mas o Lula não tirou vocês da pobreza? Por que que vocês estão precisando de cesta básica nossa aqui?”, declarou. Ele também afirmou que não era obrigado a continuar promovendo ações sociais e pediu que sua opinião fosse respeitada.
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No mesmo vídeo, Adriano Reis classificou como “antidemocráticos” os eleitores que criticaram a decisão de interromper as doações.