O transporte público de Manaus enfrenta mais um capítulo de tensão financeira. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) afirmou nesta terça-feira (3) que não tem recursos suficientes para pagar a folha salarial dos funcionários e a primeira parcela do 13º salário sem receber os valores que cobra do Governo do Amazonas.
Durante coletiva de imprensa, o presidente do sindicato, César Tadeu Teixeira, afirmou que a situação financeira das empresas está próxima de um colapso. Segundo ele, os pagamentos dos trabalhadores estão previstos para os próximos dias, mas a falta de repasses compromete a capacidade das concessionárias de cumprir suas obrigações.
De acordo com o Sinetram, a dívida relacionada ao Passe Livre Estudantil chega a R$ 279 milhões, considerando valores referentes a 2025 e 2026. O sindicato informou que aproximadamente 44 mil estudantes utilizam mensalmente o benefício e que o custo médio da gratuidade em 2026 é de R$ 17,5 milhões por mês.
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O presidente da entidade também afirmou que as empresas não têm condições de continuar custeando as passagens dos estudantes sem o pagamento antecipado dos valores referentes aos meses de novembro e dezembro. A entidade informou que aguarda um posicionamento da Prefeitura de Manaus, responsável pela concessão do transporte coletivo na capital.
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O impasse envolvendo o Governo do Amazonas e as empresas de ônibus aumenta a preocupação sobre a continuidade dos serviços e os possíveis reflexos para trabalhadores e usuários do transporte público.