A redução no endividamento ocorreu em todas as faixas de renda. A inadimplência também recuou 0,3 ponto percentual
O percentual de famílias brasileiras com dívidas a vencer caiu pela primeira vez em 2026, passando de 82% em agosto para 81,7% em setembro. O resultado foi divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e representa o menor nível do indicador desde junho.
A queda também apareceu na inadimplência. A parcela de famílias com contas em atraso recuou de 29,9% para 29,6%, o menor percentual desde março. Na comparação com setembro de 2025, quando o índice estava em 30,5%, também houve redução.
Apesar da melhora, alguns indicadores ainda mostram pressão sobre o orçamento. O tempo médio de atraso das dívidas aumentou para 65,3 dias, o maior período desde novembro de 2024. Quase metade das contas vencidas, 48,9%, está atrasada há mais de 90 dias.
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O recuo do endividamento foi mais evidente entre as famílias de menor renda. Entre aquelas que recebem até três salários mínimos, o índice passou de 85,1% para 84,6%. Já entre as famílias com renda de três a cinco salários mínimos, caiu de 83,7% para 83,3%.
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A parcela de famílias que se considera muito endividada também teve leve redução, de 17,4% para 17,3%, enquanto o grupo sem dívidas subiu de 17,9% para 18,1%. A CNC avalia que os dados de setembro indicam uma desaceleração do endividamento, mas o aumento no tempo de atraso mostra que parte dos consumidores ainda enfrenta dificuldades para regularizar os débitos.