A parcela de famílias que se consideram muito endividadas recuou ao menor nível em seis meses, enquanto a inadimplência também apresentou queda pelo segundo mês consecutivo
O percentual de famílias brasileiras com dívidas a vencer chegou a 81,6% em outubro, registrando uma leve queda de 0,1 ponto percentual em relação a setembro. Apesar da redução, o índice continua acima do observado no mesmo período de 2025, quando 79,5% dos lares estavam endividados.
A pesquisa também apontou uma diminuição no número de famílias que se consideram muito endividadas. O indicador passou de 17,3% para 16,8%, alcançando o menor patamar desde abril. Já a inadimplência recuou pelo segundo mês consecutivo, caindo de 29,6% para 29,3%, o menor nível registrado em 2026.
Outro dado positivo foi a redução da parcela de consumidores que afirmam não ter condições de pagar as dívidas atrasadas, que passou de 12,5% para 12,2%. O tempo médio de atraso também diminuiu, chegando a 65,1 dias. Mesmo assim, 48,8% das contas em atraso acumulavam mais de três meses de vencimento.
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A situação, porém, apresenta diferenças conforme a renda familiar. Entre quem recebe até três salários mínimos, a inadimplência subiu de 38,5% para 38,6%. Nas demais faixas, houve queda ou estabilidade. Especialistas apontam que o peso das despesas essenciais, como alimentação, moradia e transporte, dificulta a reorganização financeira das famílias com menor rendimento.
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Para os últimos meses do ano, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta estabilidade do endividamento em torno de 81,6%. A expectativa é de que a inadimplência continue recuando gradualmente e chegue a 29,2% em dezembro de 2026.