Dados foram divulgados nesta quarta-feira (1º/7) pelo Banco Central e revelam que o comprometimento da renda também estabilizou
O percentual de famílias brasileiras endividadas ficou estável em abril, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar da estabilidade na comparação mensal, o índice registrou alta de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, indicando avanço do comprometimento financeiro das famílias.
De acordo com o levantamento, a maior parte das dívidas continua concentrada no uso do cartão de crédito, seguido por carnês, crédito pessoal e financiamentos. O cenário reflete a manutenção do crédito como principal ferramenta para consumo, mesmo em um contexto de juros ainda elevados.
Especialistas apontam que, embora a estabilidade mensal possa indicar um ritmo menor de deterioração, o aumento acumulado em 12 meses revela que muitas famílias seguem com dificuldade para equilibrar orçamento, renda e despesas fixas.
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O estudo também mostra que o comprometimento da renda com dívidas permanece elevado, especialmente entre famílias de menor renda, que tendem a sentir com mais intensidade os impactos da inflação em itens essenciais, como alimentação, energia e transporte.
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Economistas alertam que o controle do endividamento dependerá da evolução do mercado de trabalho, da inflação e do custo do crédito, fatores que influenciam diretamente a capacidade de pagamento das famílias brasileiras.