Procon-RJ alegava que produto induzia o consumidor ao erro, sugerindo uma associação com o medicamento Tadalafila
Um energético que chamou atenção pelo nome semelhante ao de um medicamento usado no tratamento da disfunção erétil ganhou autorização para continuar sendo comercializado. O produto “Tadala”, da marca Baly Energy Drink, virou assunto nas redes sociais por fazer uma associação com a tadalafila, princípio ativo de um remédio conhecido popularmente como “azulzinho”.
A bebida foi lançada inicialmente como uma edição especial para o Carnaval de Salvador e rapidamente viralizou. A estratégia de marketing utilizou um trocadilho com o medicamento, mas a fabricante afirma que o energético não possui tadalafila em sua composição e não tem qualquer efeito relacionado ao tratamento da disfunção erétil.
A repercussão do nome chamou a atenção de entidades da área da saúde, que demonstraram preocupação com a associação entre uma bebida energética e um medicamento de uso controlado. O Conselho Federal de Farmácia alertou para os riscos de interpretações equivocadas por parte dos consumidores, especialmente pelo uso recreativo que algumas pessoas fazem da tadalafila.
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O produto também entrou na mira de órgãos de defesa do consumidor, que questionaram a possibilidade de a identidade visual e a publicidade levarem o público a acreditar em uma relação inexistente entre a bebida e o medicamento. Após uma decisão judicial, a comercialização do energético foi liberada.
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Apesar da polêmica, a empresa responsável pelo energético afirma que o nome faz parte de uma estratégia criativa e que a bebida segue as normas exigidas para comercialização. O caso reacendeu o debate sobre os limites do marketing e o uso de referências a medicamentos em produtos de consumo.