O número se aproxima da epidemia de 2020, considerada a mais letal até o momento da região, com cerca de 2.300 mortos e 3.500 doentes registrados
A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) ultrapassou a marca de 2 mil mortes e já é considerada a de crescimento mais rápido já registrada. Dados divulgados pelas autoridades de saúde nesta terça-feira (11) apontam 2.011 mortes e 4.381 casos confirmados em cinco províncias do país.
O surto é provocado pela variante Bundibugyo do vírus Ebola, para a qual não existem atualmente vacinas ou tratamentos aprovados específicos. A doença avançou rapidamente em meio a dificuldades como detecção tardia, conflitos armados, falta de suprimentos e sobrecarga dos serviços de saúde.
A velocidade da epidemia chama atenção das autoridades. O segundo grupo de mil mortes foi registrado em cerca de três semanas, enquanto a marca inicial de mil vítimas havia levado aproximadamente nove semanas para ser alcançada. Em comparação, o grande surto de Ebola na África Ocidental, entre 2014 e 2016, levou quase cinco meses para chegar a mil mortes.
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A resposta das equipes de saúde também enfrenta resistência e desconfiança em algumas comunidades, além dos problemas provocados pela insegurança. O conflito na região dificulta o trabalho dos profissionais, o rastreamento de contatos e o isolamento de pessoas que podem ter sido expostas ao vírus. Autoridades chegaram a criar uma força-tarefa local para auxiliar na proteção de profissionais e instalações de tratamento.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto como uma emergência de saúde pública de importância internacional. O avanço da doença também já provocou registros em Uganda, país vizinho, aumentando a preocupação com a possibilidade de expansão regional.