Governo equatoriano diz que embarcações eram usadas no tráfico de drogas, enquanto familiares de tripulantes afirmam que homens eram pescadores
O governo do Equador defendeu nesta sexta-feira (4) as operações realizadas pelos Estados Unidos que interceptaram e afundaram três embarcações equatorianas durante esta semana. Segundo Quito, as ações fizeram parte de uma operação conjunta de combate ao tráfico de drogas.
A versão oficial, porém, é contestada por familiares de alguns dos tripulantes. Uma mulher identificada como Rosalba, de 47 anos, afirmou que o marido e outros homens estavam pescando quando foram abordados. Segundo ela, nenhuma droga foi encontrada nas embarcações.
A mulher também alegou que um dos barcos foi atingido em águas equatorianas, e não em território internacional. A Reuters informou que não conseguiu verificar de forma independente essas declarações.
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O governo equatoriano afirma que as operações foram baseadas em investigações realizadas em conjunto com autoridades norte-americanas. De acordo com o ministro do Interior, John Reimberg, as embarcações seriam utilizadas como pontos flutuantes de reabastecimento para lanchas envolvidas no transporte de drogas em direção ao México e aos Estados Unidos.
O Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) declarou que os barcos atingidos eram usados como pontos de apoio para o tráfico de drogas e que teriam ligação com a organização criminosa Los Choneros, uma das principais gangues do Equador.
Militares norte-americanos divulgaram um vídeo em preto e branco que mostra agentes se aproximando e abordando uma embarcação antes de uma explosão. A Reuters, no entanto, não conseguiu confirmar de forma independente quando e onde as imagens foram registradas.
As operações fazem parte de uma campanha cada vez mais ampla dos Estados Unidos contra o tráfico marítimo de drogas no Pacífico Oriental. As ações têm provocado críticas de organizações de direitos humanos e preocupação em países latino-americanos sobre o uso de força letal em operações realizadas no mar.
A Marinha equatoriana informou que 28 tripulantes de duas embarcações, sendo nove do Conquista 2 e 19 do OM2, chegaram a Manta às 15h, no horário local, a bordo de uma embarcação da guarda costeira.
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Outros oito tripulantes do Conquista 2 permaneciam em deslocamento de volta ao porto, a bordo de outra embarcação da guarda costeira.