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Escândalo dos Boletos: documentos revelam parcelamentos de até 20 vezes na anuidade para aliados de Alzira Miranda; nomes chegam ao MPF; veja a lista
Foto: Reprodução

Alzira Miranda

* João Andrade Pitbull - A presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM), Alzira Miranda, voltou a ser citada em uma denúncia protocolada no Ministério Público Federal (MPF) que aponta possíveis irregularidades na concessão de parcelamentos de anuidades a profissionais registrados na autarquia. O caso também foi encaminhado a órgãos de controle.

 

O documento afirma que consultas realizadas no sistema público do próprio CREA-AM identificaram parcelamentos que chegam a até 20 vezes, número superior ao limite ordinário de seis parcelas previsto pelas normas do Sistema CONFEA/CREA.

 

Segundo a representação, os dados levantam questionamentos sobre a possibilidade de concessão de condições diferenciadas para regularização de débitos a profissionais ligados ao sistema, incluindo pessoas que possuem ou já possuíram vínculo com a autarquia.

 

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As informações deverão ser analisadas pelo MPF e, eventualmente, por outros órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU).

 

PROFISSIONAIS CITADOS NA DENÚNCIA


Entre os casos mencionados na representação estão os seguintes parcelamentos:

 

* Aline Telles Lima, engenheira de pesca e funcionária do CREA-AM, com parcelamento em 18 vezes;
* Bárbara Yasmin Pedroza Viana, engenheira eletricista e ex-funcionária do CREA-AM, com parcelamento em 12 vezes;
* Salomão Bohadana da Silva Leite, engenheiro civil, com parcelamento em 20 vezes;
* Geogia Silva Azulay, engenheira civil, com parcelamento em 15 vezes;
* Francisco Oliveira Lira, engenheiro civil, com parcelamento em 18 vezes;
* Luciano Soares de Menezes, engenheiro civil, com parcelamento em 18 vezes;
* José Claudio da Silva Pereira, técnico em Segurança do Trabalho, com parcelamento em 10 vezes;
* Joed Afonso de Souza, engenheiro civil, com parcelamento em 10 vezes;
* Thomas Guimarães Ferreira, engenheiro civil, com parcelamento em 12 vezes;
* Janaína da Fonseca Viana, engenheira sanitarista, com parcelamento em 12 vezes;
* Lucas da Fonseca Viana, engenheiro civil, com parcelamento em 12 vezes.

 

A lista também inclui engenheiros de pesca que, segundo a denúncia, possuem parcelamentos em 12 vezes, entre eles Aline Oliveira de Sousa, Dimeson Andrade da Silva, Fabíola de Souza Barão, Flávia Kelly Siqueira de Souza, Marcel Corrêa Ribeiro, Nara Cristina Perdigão dos Santos, Eyner Godinho de Andrade e Sandrelly Oliveira Inomata.

 

 

ADIMPLÊNCIA E REGRAS ELEITORAIS


De acordo com a representação, todos os profissionais citados aparecem como adimplentes no sistema do CREA-AM para o exercício de 2026.

 

A condição de adimplência é requisito para participação em processos eleitorais da entidade, o que, segundo o documento, chama atenção no contexto dos parcelamentos relatados.

 

 

QUESTIONAMENTOS SOBRE NORMAS E TRANSPARÊNCIA


Outro ponto levantado pela denúncia é a ausência, segundo o autor, de informações públicas que indiquem a existência de um Programa de Recuperação de Créditos formalmente instituído, que poderia justificar parcelamentos acima do limite padrão previsto em resoluções do CONFEA.

 

 

PEDIDOS DE INVESTIGAÇÃO


O denunciante solicita que o Ministério Público Federal apure a legalidade dos parcelamentos, identifique os responsáveis pelas autorizações, verifique eventual favorecimento a determinados profissionais e avalie possíveis impactos administrativos, financeiros e eleitorais.

 

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A representação também pede auditoria nos procedimentos internos do CREA-AM e o encaminhamento do caso ao Tribunal de Contas da União (TCU), à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), caso sejam identificados indícios de irregularidades. 

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