Iniciativa levará biodigestores a dez escolas do estado, transformando resíduos orgânicos em biogás, biofertilizante e ferramenta de aprendizagem para cerca de 5 mil estudantes.
Um projeto voltado à sustentabilidade e à inovação vai transformar o descarte de resíduos orgânicos em fonte de energia e conhecimento nas escolas públicas do Amazonas. A partir do dia 10 de agosto, a Escola Estadual Cid Cabral, em Manaus, será a primeira unidade a receber um biodigestor dentro do projeto Escolas do Futuro – Guardiões da Amazônia, desenvolvido pela Amazônia B em parceria com a Eneva e o Instituto Ecoleta.
A tecnologia, amplamente utilizada em países como Holanda, Alemanha e Suécia, converte restos de alimentos em biogás e biofertilizante por meio de um processo de biodigestão. Além de reduzir o desperdício, o sistema também será incorporado às atividades pedagógicas, permitindo que os estudantes acompanhem na prática conceitos ligados à bioeconomia, economia circular e preservação ambiental.
Na Escola Estadual Cid Cabral, que atende cerca de 250 alunos em tempo integral e prepara aproximadamente 750 refeições por dia, cerca de 250 quilos de resíduos orgânicos serão destinados mensalmente ao biodigestor. O biogás produzido será utilizado na cozinha da unidade, enquanto o biofertilizante servirá para o cultivo de hortas e manutenção das áreas verdes.
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O projeto será implantado em dez escolas públicas do Amazonas, sendo quatro em Manaus, duas em Silves, duas em Itapiranga e duas em Rio Preto da Eva, beneficiando aproximadamente cinco mil estudantes.
Segundo os organizadores, a iniciativa busca transformar as escolas em espaços de inovação, onde a sustentabilidade deixa de ser apenas conteúdo teórico e passa a fazer parte da rotina dos alunos.
Cada biodigestor é capaz de processar até dez quilos de resíduos orgânicos por dia. Após um período de adaptação, que varia entre 25 e 30 dias, o equipamento começa a produzir biogás e biofertilizante. A expectativa é que, ao longo de um ano, o projeto retire mais de 20 toneladas de resíduos dos aterros sanitários, evitando ainda a emissão de aproximadamente oito toneladas de dióxido de carbono (CO?) e cerca de 300 quilos de metano.
Além da instalação do equipamento, o lançamento contará com uma Feira de Sustentabilidade, onde estudantes participarão de oficinas, visitas guiadas ao biodigestor e atividades sobre compostagem, aproveitamento de alimentos, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), economia circular e energias renováveis.
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A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente nas áreas de educação de qualidade, energia limpa, cidades sustentáveis, consumo responsável e combate às mudanças climáticas, reforçando o papel da escola como espaço de formação para os desafios ambientais do futuro.