Expectativa é que presidente do Senado siga comandando a Casa à revelia do governo até as eleições. A senadora deve se reunir com Lula nesta segunda (29) para alinhar as estratégias
A nomeação da senadora Teresa Leitão para a liderança do governo no Senado não deve ser suficiente para resolver o impasse entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Nos bastidores, a avaliação é de que o comando do Senado deve continuar nas mãos de Alcolumbre, com pouca influência direta do Palácio do Planalto até as eleições.
Teresa assume o posto após o afastamento de Jaques Wagner e chega com a missão de tentar destravar pautas consideradas prioritárias pelo governo, como a PEC do fim da escala 6x1 e a proposta de segurança pública. Em sua primeira manifestação no cargo, a senadora sinalizou disposição para reforçar o diálogo com Alcolumbre e buscar consensos dentro da Casa.
Apesar da boa relação com parlamentares de diferentes espectros políticos, analistas avaliam que Teresa não possui o mesmo peso político de seu antecessor nem integra o núcleo mais próximo do presidente do Senado. Isso limita sua capacidade de reverter o distanciamento entre Executivo e Legislativo.
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A crise entre Lula e Alcolumbre se agravou após divergências em torno de indicações para o Supremo Tribunal Federal, enfraquecendo a articulação do governo no Congresso. Desde então, interlocutores apontam que um eventual acordo entre os dois líderes dependeria de uma reunião direta, cenário que ainda parece distante.
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Com isso, a expectativa no Senado é de manutenção do atual equilíbrio de forças, com Alcolumbre conduzindo a pauta legislativa de forma independente, enquanto o governo tenta minimizar desgastes e preservar espaço para negociações futuras.