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Escritórios sujos podem aumentar estresse e acelerar casos de Burnout
Foto: Reprodução

. O volume representa um crescimento de quase 16% em comparação com 2024

A aplicação prática da nova Norma Regulamentadora (NR-01), alerta empresas de todos os segmentos a terem responsabilidades diretas na identificação e gerenciamento de riscos psicossociais dentro do ambiente corporativo. Fatores aparentemente simples, como a falta de limpeza adequada, o excesso de desorganização e a poluição visual nos escritórios, podem contribuir para o aumento dos níveis de estresse, ansiedade e esgotamento emocional entre os colaboradores.



Poeira acumulada, resíduos visíveis, estações de trabalho desorganizadas e áreas comuns sem higienização adequada acabam funcionando como fontes permanentes de desconforto e distração. Com o passar do tempo, esses elementos podem afetar diretamente a percepção de bem-estar e a capacidade de concentração das equipes.

 

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DADOS


Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil concessões de benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais. O volume representa um crescimento de quase 16% em comparação com 2024, quando pouco mais de 472 mil afastamentos foram contabilizados.



Jeferson Almeida, consultor técnico da Ergon e especialista em medicina do trabalho, afirma que a qualidade do ambiente físico deve ser encarada como parte estratégica da gestão de saúde ocupacional. A forma como o colaborador percebe o espaço onde passa grande parte do dia influencia diretamente seu comportamento e seu desempenho profissional.



“O cérebro humano interpreta ambientes desorganizados e sujos como fontes constantes de estímulos concorrentes. Isso aumenta a carga cognitiva necessária para executar atividades simples e ativa mecanismos fisiológicos relacionados ao estresse, elevando a produção de hormônios como o cortisol. Quando essa exposição ocorre diariamente, os impactos podem ser percebidos tanto na saúde mental quanto na produtividade das equipes”, explica Jeferson.



LIMPEZA E SAÚDE


Além dos aspectos psicológicos, a limpeza especializada também contribui para a redução de riscos biológicos e para a melhoria da qualidade do ar em ambientes fechados. Protocolos profissionais de higienização conseguem eliminar contaminantes invisíveis, descontaminar superfícies de alto contato e reduzir a circulação de microrganismos que podem provocar doenças respiratórias e afastamentos frequentes.



A franqueada Caroline Oliveira, da JAN-PRO Manaus, explica que investir em limpeza profissional vai muito além da aparência visual dos escritórios. Um ambiente corporativo limpo transmite cuidado, respeito e valorização das pessoas.

 

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“Quando se elimina bactérias, fungos e outros agentes contaminantes, se está oferecendo mais segurança para os colaboradores e contribuindo para a construção de um espaço saudável, produtivo e acolhedor para todos”, afirma Caroline. 

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