Governo pede investigação de redes sociais e reforça pressão global por proteção de crianças na internet.
O governo da Espanha determinou que promotores investiguem as plataformas X, Meta e TikTok por suposta disseminação de material ilegal gerado por inteligência artificial envolvendo menores. A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez e faz parte de um pacote mais amplo de regulamentação das redes sociais.
Segundo o governo espanhol, a decisão se baseia em um relatório técnico elaborado por três ministérios e marca o início de uma ofensiva para responsabilizar plataformas digitais por conteúdos prejudiciais e ilegais. A porta-voz do governo, Elma Saiz, afirmou que as autoridades não podem permitir que algoritmos amplifiquem crimes e coloquem em risco a segurança, a privacidade e a dignidade das crianças.
Paralelamente, a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda abriu investigação formal sobre o chatbot Grok, da xAI, empresa ligada ao X. O foco é o processamento de dados pessoais e a possibilidade de geração de imagens e vídeos sexualizados prejudiciais.
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Dados citados pelo governo indicam que uma em cada cinco jovens na Espanha afirma ter sido vítima da criação e divulgação de imagens falsas de nudez geradas por IA quando ainda era menor de idade. A organização Save the Children foi usada como referência para o levantamento.
A iniciativa espanhola ocorre em meio a um movimento global de maior fiscalização sobre empresas de tecnologia. A Comissão Europeia já investiga Meta, TikTok e Grok com base na Lei de Serviços Digitais da União Europeia, enquanto países como França, Brasil e Canadá também apresentam ações e queixas relacionadas ao tema.
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Entre as propostas apresentadas por Sánchez está a possibilidade de proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, reforçando a tentativa de ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.