Infusões naturais podem estimular o intestino, mas não substituem hábitos saudáveis e acompanhamento profissional
Os chás podem ser aliados importantes para quem sofre com constipação intestinal. Além de contribuírem para a digestão, determinadas ervas estimulam os movimentos naturais do intestino, favorecendo o trânsito intestinal e ajudando a reduzir desconfortos como gases e sensação de inchaço.
Segundo a nutricionista clínica Luciana Matoso, algumas plantas medicinais atuam diretamente na motilidade intestinal. Elas promovem o relaxamento da musculatura lisa do trato gastrointestinal, o que pode ser especialmente útil em casos de cólicas e distensão abdominal.
Apesar dos benefícios, a especialista ressalta que o consumo isolado de chás não resolve quadros mais complexos. A saúde intestinal depende de fatores como alimentação equilibrada, rotina, hidratação e controle da inflamação sistêmica. “As plantas medicinais podem ser coadjuvantes valiosas, mas não substituem o cuidado integral”, destaca.
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OS 4 CHÁS MAIS INDICADOS
ERVA-DOCE
Ajuda a reduzir o inchaço, melhora a digestão e estimula suavemente os movimentos intestinais

CAMOMILA
Possui efeito calmante e relaxa a musculatura intestinal, auxiliando no alívio de desconfortos abdominais.
DENTE-DE-LEÃO
Tem ação laxativa leve e estimulante da motilidade intestinal. Também contém inulina, fibra solúvel com efeito prebiótico, que favorece a microbiota.
ANIS-ESTRELADO
Contribui para aliviar a constipação, reduzir a sensação de “barriga cheia” e auxiliar no funcionamento da musculatura do trato gastrointestinal.
Foto: Reprodução
QUAL A QUANTIDADE IDEAL
A recomendação varia conforme a erva. Chás como hortelã e erva-doce podem ser consumidos de duas a três xícaras por dia, com cerca de 200 ml cada.
Já infusões com cafeína como chá verde, chá preto e chá-mate exigem mais cautela, pois seu efeito estimulante depende da sensibilidade individual e pode interferir no sono ou em quadros de ansiedade.
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O consumo excessivo pode provocar efeitos adversos, como náuseas, dores abdominais, azia, diarreia, queda de pressão e até sobrecarga hepática. Por isso, a orientação é buscar acompanhamento profissional antes de incluir qualquer planta medicinal de forma regular na rotina, especialmente em casos de doenças crônicas.