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Especialistas apontam primeiro passo para reduzir o tempo de tela: reconhecer o uso automático do celular
Foto: Divulgação

Estudos indicam que boa parte do tempo no celular ocorre sem intenção e que identificar esse hábito é essencial para recuperar o controle do uso.

Um comportamento comum no dia a dia moderno pegar o celular para uma tarefa rápida e perceber que já se passou muito tempo em redes sociais tem chamado a atenção de pesquisadores. Um novo relatório aponta que mais de um terço do tempo de uso dos smartphones ocorre sem um objetivo definido.

 

Especialistas afirmam que o primeiro passo para mudar esse padrão não é necessariamente reduzir imediatamente o uso, mas reconhecer quando ele acontece de forma automática.

 

Para a pesquisadora sênior Eleanor Drage, o problema não se resume a escolhas individuais. Segundo ela, a própria tecnologia foi projetada para ser imersiva, o que favorece o uso prolongado e pouco consciente.

 

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Na mesma linha, o professor Pete Etchells destaca que perceber o próprio comportamento já representa um avanço importante para quem deseja controlar o tempo de tela. Ele explica que, embora as pessoas nem sempre consigam estimar com precisão quanto usam o celular, esse reconhecimento inicial ajuda a identificar padrões de uso automático.

 

Pesquisas internacionais indicam que adultos passam, em média, cerca de quatro horas por dia no celular, sendo que uma parte significativa desse tempo é considerada não intencional. No Brasil, levantamentos apontam que o uso de dispositivos conectados à internet ultrapassa 50 horas semanais.

 

Os estudos também mostram que, embora muitos usuários utilizem o celular para funções práticas como mensagens, mapas ou informações rápidas, uma parcela relevante do tempo é gasta em navegação sem propósito definido, alternando entre aplicativos de forma quase automática.

 

Especialistas observam ainda que esse uso inconsciente pode estar associado a experiências negativas, como sensação de perda de tempo ou exposição a conteúdos indesejados.

 

O relatório analisado reúne dados de diferentes pesquisas realizadas nos últimos anos e reforça a ideia de que o uso “no piloto automático” é cada vez mais comum. Ainda assim, pesquisadores alertam que estimativas feitas pelos próprios usuários podem não refletir com precisão o tempo real de uso.

 

Segundo Netta Weinstein, o uso do celular nem sempre é negativo, já que pode oferecer relaxamento, entretenimento e conexão social. No entanto, ela destaca a importância de avaliar se essa experiência realmente traz bem-estar ou apenas hábito repetitivo.

 

Já Rafe Clayton sugere medidas práticas, como desativar notificações de aplicativos não essenciais, para reduzir interrupções e recuperar o controle sobre o uso diário.

 

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Os especialistas reforçam que o objetivo não é eliminar o uso do celular, mas torná-lo mais consciente e equilibrado. A proposta é que os dispositivos continuem sendo ferramentas úteis, mas sem dominar o comportamento de forma automática e constante. 

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