Higiene correta, escolha de roupas e uso adequado de antitranspirantes estão entre as principais recomendações médicas.
O conhecido “cecê”, nome popular da bromidrose axilar, é um fenômeno comum e ocorre a partir da interação entre o suor e as bactérias presentes na pele. Essa combinação gera substâncias responsáveis pelo odor característico, que pode variar de intensidade de pessoa para pessoa.
Segundo o dermatologista Alessandro Alarcão, a região das axilas é especialmente propícia para o problema por reunir calor, umidade, pouca ventilação e grande quantidade de folículos pilosos. Além disso, existem no local as glândulas apócrinas, que produzem um suor mais rico em proteínas e lipídios componentes que servem de alimento para as bactérias e favorecem a formação do cheiro.
A intensidade do odor pode ser influenciada por diversos fatores, como microbiota individual, quantidade de pelos, produção de suor e até hábitos alimentares. Dietas ricas em alho, cebola, curry, álcool e proteína, por exemplo, podem intensificar o cheiro em algumas pessoas. O uso de tecidos sintéticos, o estresse, o excesso de peso, certas doenças e medicamentos também podem contribuir para o quadro.
Veja também

Como o Carnaval pode desencadear enxaqueca e o que fazer para evitar crises
Escovar os dentes com calma aumenta a proteção contra cáries, apontam estudos
O dermatologista Rafael Parisi alerta que, quando o odor persiste mesmo após uma boa higiene e passa a causar constrangimento ou impacto social, é importante procurar avaliação médica. Em alguns casos, o cheiro forte pode estar relacionado a infecções específicas da região e exigir tratamento além do uso de desodorantes.
HÁBITOS QUE AJUDAM A REDUZIR O ODOR
Especialistas destacam medidas simples que podem fazer grande diferença no controle do problema:
HIGIENE ADEQUADA
Lavar as axilas uma ou duas vezes ao dia com sabonete suave e secar bem a região é fundamental. Em dias quentes, trocar de roupa pode ser mais eficaz do que reaplicar desodorante sobre o suor.
ROUPAS MAIS RESPIRÁVEIS
Tecidos sintéticos retêm calor e umidade, favorecendo a proliferação de bactérias. Optar por peças de algodão ou tecidos leves ajuda a manter a região mais ventilada.
CONTROLE DOS PELOS
Aparar ou remover os pelos pode facilitar a ventilação e reduzir a retenção de suor, o que diminui a proliferação bacteriana.
USO CORRETO DE ANTITRANSPIRANTES
Os produtos com sais de alumínio são considerados os mais eficazes para reduzir o suor. A recomendação é aplicá-los à noite, com a pele limpa e seca, quando apresentam melhor desempenho.
CUIDADO COM RECEITAS CASEIRAS
Apesar da popularidade de soluções caseiras com limão, vinagre ou bicarbonato, dermatologistas alertam que esses ingredientes podem irritar, manchar e até queimar a pele. A orientação é evitar essas práticas e priorizar métodos seguros e orientados por profissionais de saúde.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.