O uso prolongado desses itens pode causar mordida aberta e alterações na face; saiba quando e como fazer a retirada segura
O uso de chupeta e mamadeira é comum nos primeiros anos de vida, mas especialistas alertam que esses hábitos devem ser retirados no momento certo para evitar prejuízos ao desenvolvimento da criança. A orientação geral é que a retirada aconteça de forma gradual, respeitando o tempo de adaptação, mas sem prolongar o uso além do recomendado.
No caso da chupeta, entidades como a odontopediatria indicam que o ideal é iniciar o processo de retirada por volta dos 2 anos de idade, sendo que o limite máximo recomendado é até os 3 anos. Isso porque, após esse período, o hábito pode começar a causar alterações na dentição, no posicionamento da boca e até na fala.
Além disso, quanto mais tempo a criança utiliza a chupeta, maior a dificuldade para abandonar o hábito. Por isso, especialistas reforçam que a retirada deve ser feita de forma acolhedora, sem punições, incentivando a criança com diálogo e substituições positivas.
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Já em relação à mamadeira, o processo deve começar ainda mais cedo. Muitos profissionais recomendam iniciar a retirada entre 1 e 2 anos de idade, período em que a criança já consegue utilizar copos e se alimentar de outras formas. Em alguns casos, a orientação é que o uso seja interrompido até, no máximo, os 2 a 3 anos.
O uso prolongado da mamadeira pode trazer consequências como problemas na arcada dentária, alterações na fala, risco aumentado de cáries e até dificuldades no desenvolvimento da mastigação. Além disso, pode estimular uma dependência emocional do objeto, dificultando a transição para hábitos mais adequados.
Especialistas também destacam que, sempre que possível, o aleitamento materno deve ser priorizado, principalmente nos primeiros meses de vida, evitando o uso precoce de bicos artificiais como chupetas e mamadeiras.
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A retirada desses itens deve ser feita com paciência e estratégia. Entre as recomendações estão substituir a mamadeira por copos de transição, reduzir o uso gradativamente, evitar oferecer em momentos de conforto emocional e reforçar comportamentos positivos.
O mais importante é entender que cada criança tem seu ritmo, mas seguir as orientações médicas ajuda a prevenir problemas futuros e contribui para um desenvolvimento mais saudável.