Najin, de idade mais avançada, enfrentava problemas de saúde que impedem uma gestação natural
O rinoceronte-branco-do-norte entrou oficialmente na lista das espécies mais ameaçadas do planeta. Atualmente, restam apenas duas fêmeas vivas em todo o mundo, situação que coloca o animal à beira da extinção definitiva e mobiliza cientistas em uma corrida contra o tempo para tentar preservar a espécie.
As duas últimas sobreviventes vivem sob vigilância constante em uma reserva no Quênia, na África. Chamadas Najin e Fatu, mãe e filha são monitoradas 24 horas por dia por equipes de segurança armadas para evitar ataques de caçadores ilegais.
O último macho da espécie, chamado Sudan, morreu em 2018, aos 45 anos, após enfrentar complicações relacionadas à idade e problemas de saúde. A morte dele provocou comoção mundial e simbolizou o colapso populacional do rinoceronte-branco-do-norte.
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A principal causa da quase extinção foi a caça ilegal incentivada pelo tráfico internacional de chifres de rinoceronte. Em alguns mercados asiáticos, os chifres são vendidos ilegalmente por valores altíssimos devido a crenças sem comprovação científica sobre propriedades medicinais. Além da caça, guerras civis, destruição de habitat e redução das áreas de preservação também contribuíram para o desaparecimento da espécie ao longo das últimas décadas.
Diante da situação crítica, cientistas de diferentes países trabalham em projetos avançados de reprodução assistida. Pesquisadores utilizam técnicas de fertilização in vitro com material genético preservado de machos já mortos na tentativa de gerar novos filhotes.

Foto: Reprodução
Especialistas afirmam que o desafio é extremamente complexo, já que nenhuma das duas fêmeas possui condições físicas ideais para gestação natural devido à idade avançada e problemas de saúde. Por isso, uma das alternativas estudadas envolve o uso de barrigas de aluguel em rinocerontes-brancos-do-sul, espécie próxima geneticamente e que possui população maior.
Nos últimos anos, cientistas conseguiram produzir embriões viáveis em laboratório, avanço considerado histórico para os programas de conservação animal. Mesmo assim, ainda existem obstáculos técnicos antes que um nascimento possa realmente acontecer. Organizações ambientais alertam que o caso do rinoceronte-branco-do-norte representa um dos maiores símbolos da ação humana sobre a biodiversidade mundial. A situação também reforça preocupações sobre outras espécies ameaçadas pela caça ilegal e pela destruição ambiental.
Atualmente, esforços internacionais tentam ampliar políticas de preservação, combate ao tráfico de animais silvestres e proteção de áreas naturais consideradas essenciais para espécies em risco.
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Apesar do cenário extremamente delicado, pesquisadores afirmam que ainda existe esperança de salvar geneticamente o rinoceronte-branco-do-norte por meio da ciência e da biotecnologia moderna.