Nativo da Europa, Ásia e África, o javali tornou-se um problema no Brasil ao destruir lavouras, predar animais e causar danos à vegetação
Uma ameaça silenciosa tem preocupado pesquisadores que monitoram a biodiversidade da Amazônia. Espécies exóticas invasoras já estão presentes em diversas áreas da floresta e o principal desafio agora é impedir que elas continuem se espalhando e provoquem impactos ainda maiores nos ecossistemas da região.
De acordo com especialistas, plantas e animais introduzidos em ambientes onde não ocorriam naturalmente podem competir com espécies nativas por alimento e espaço, além de alterar o equilíbrio ecológico. Muitas dessas espécies chegaram à Amazônia por meio de atividades humanas, como agricultura, pecuária, comércio e transporte de cargas.
Um levantamento recente identificou 141 espécies exóticas invasoras na Amazônia Legal, sendo 82 animais e 59 plantas. Entre os exemplos citados por pesquisadores estão javalis, tilápias, ratos, braquiárias e outras espécies capazes de se adaptar rapidamente aos ambientes amazônicos.
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Os cientistas alertam que o combate às invasões biológicas depende principalmente da prevenção e da detecção precoce. Quanto mais cedo uma espécie invasora é identificada, maiores são as chances de controle e menores os custos para evitar danos ambientais e econômicos.
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Para os pesquisadores, a preservação da biodiversidade amazônica exige monitoramento constante, políticas públicas eficientes e participação da sociedade. O objetivo é impedir que essas espécies se estabeleçam de forma definitiva e ameacem um dos ecossistemas mais ricos e importantes do planeta.