Levantamento do Cemaden aponta agravamento da seca em todo o estado; cerca de 28,3 mil pessoas são afetadas e todos os municípios roraimenses registram ao menos seca moderada.
A seca avança em Roraima e já coloca 46 polos-base indígenas em níveis severo ou extremo de estiagem. O cenário atinge milhares de pessoas e representa uma das situações mais preocupantes do país. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Roraima concentra a maior parte dos polos indígenas nas categorias mais graves de seca em território nacional. Além disso, os 15 municípios do estado apresentam algum grau de estiagem, com registros que vão de moderado a extremo.
O levantamento aponta um agravamento expressivo em comparação com o mês anterior. No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste de Roraima, 16 polos-base passaram da classificação de seca moderada para severa.
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Com isso, o número de unidades nessa condição aumentou de sete para 23.
Na Terra Indígena Yanomami, o polo Apiaú passou a registrar seca extrema, tornando-se o primeiro da região a atingir esse nível. Já o polo Ajarani avançou da categoria moderada para severa.
Ao todo, 18 polos indígenas de Roraima passaram para níveis mais graves de estiagem, afetando aproximadamente 28,3 mil pessoas.
ESTIAGEM TAMBÉM AVANÇA EM OUTRAS REGIÕES DO PAÍS
O problema não está restrito a Roraima. Em âmbito nacional, o número de polos indígenas com algum grau de seca aumentou de 170 para 199.
O total representa quase três quartos das 275 unidades monitoradas pelo Cemaden em todo o Brasil, indicando que a estiagem já provoca impactos em uma parcela significativa dos territórios indígenas acompanhados.
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O avanço da seca reforça a preocupação com as condições de vida das comunidades, que podem enfrentar dificuldades relacionadas ao acesso à água, à alimentação e ao deslocamento em regiões afetadas pela estiagem.