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Estrela desaparece em Andrômeda e vira buraco negro sem explosão
Foto: NASA, ESA, e P. Jeffries (STScI)

Etapas finais da vida de uma estrela que não explode como supernova, mas implode sob ação da gravidade, formando um buraco negro estelar: se supernovas fracassadas como essa forem comuns, número de buracos negros estelares é muito maior do que o esperado

Na galáxia de Andrômeda, uma estrela 13 vezes mais massiva que o Sol sumiu sem deixar o brilho que a tornava visível. Entre 2014 e 2024, a M31-2014-DS1 reduziu sua luminosidade a quase nada, tornando-se praticamente indetectável pelos telescópios ópticos. Cientistas explicam: ela se transformou em um buraco negro estelar de cerca de cinco massas solares, mas sem a explosão típica de uma supernova.

 

Tradicionalmente, estrelas massivas terminam sua vida em colapsos violentos: quando o combustível nuclear se esgota, a gravidade vence e o núcleo implode, gerando uma onda de choque que rasga a estrela e forma uma supernova, liberando energia imensa e material estelar. Mas a M31-2014-DS1 seguiu outro caminho.

 

Em alguns casos, a onda de choque é fraca e o colapso ocorre de forma serena. O núcleo vira buraco negro e o gás externo continua em circulação convectiva, sendo parcialmente expelido e formando poeira estelar. Essa poeira absorve energia do núcleo quente e emite radiação infravermelha, dando ao buraco negro recém-formado um brilho avermelhado fraco, detectável mesmo décadas depois.

 

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O escurecimento da M31-2014-DS1 foi gradual: começou a emitir luz infravermelha em 2014, atingiu pico em 2016 e depois entrou em declínio rápido. Em 2022 e 2023, praticamente desapareceu no espectro visível e infravermelho próximo, permanecendo apenas um décimo de seu brilho original na faixa média do infravermelho.

 

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Essa descoberta muda a forma de caçar buracos negros estelares. Antes, os astrônomos dependiam de restos de supernovas brilhantes; agora, buracos negros silenciosos podem estar por toda parte, formados sem explosão aparente. O caso da M31-2014-DS1 sugere que estrelas menos massivas do que se pensava também podem acabar como buracos negros e que o Universo pode conter muito mais desses objetos do que se imaginava. 

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