Jovem de 23 anos caminhava por uma avenida no Parque dos Poderes quando foi atingida; governo anunciou reforço nas vistorias em áreas públicas.
A estudante de biomedicina Khadyja Gharyb Rocha, de 23 anos, morreu na tarde de quarta-feira (19) após ser atingida por um galho de árvore no Parque dos Poderes, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a jovem caminhava pela calçada da Avenida do Poeta quando o galho se desprendeu e caiu sobre sua cabeça. Equipes de resgate tentaram reanimá-la no local, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser levada ao hospital.
Familiares reconheceram o corpo ainda no local, enquanto equipes da Polícia Civil, da Polícia Militar e da perícia atenderam a ocorrência.
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As primeiras informações apontam que o galho teria se soltado da parte interna da vegetação próxima à área de reserva e, ao atingir a estrutura de arame do local, acabou se rompendo antes de cair sobre a estudante.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente para esclarecer como ocorreu o desprendimento da árvore.
Khadyja cursava o sexto semestre de Biomedicina em uma faculdade particular da capital e havia completado 23 anos poucos dias antes da tragédia. O diretório acadêmico do curso divulgou uma nota de pesar em homenagem à estudante.
GOVERNO ANUNCIA REFORÇO NAS INSPEÇÕES
Após o acidente, o Governo de Mato Grosso do Sul informou que uma avaliação técnica inicial não identificou sinais externos que indicassem risco iminente de queda do galho. Segundo o estado, o aceiro da área estava limpo e não havia cipós comprometendo a árvore.
O governo destacou que fatores naturais, como ventos fortes e o envelhecimento da vegetação, podem provocar quedas mesmo sem sinais visíveis.
Diante do ocorrido, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) anunciou a ampliação das vistorias em áreas com grande circulação de pessoas, incluindo pistas de caminhada, ciclovias, estacionamentos, pontos de ônibus e vias públicas.
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As equipes passarão a verificar com mais frequência indícios de risco, como inclinação das árvores, cavidades, danos nas raízes, deterioração da madeira e galhos mortos, mantendo as intervenções dentro dos critérios técnicos exigidos para áreas de preservação ambiental.