Jovem começou a empreender na pandemia e até hoje seus produtos fazem sucesso
"Comecei na pandemia, aquele período louco para todo mundo. Tinha acabado de fazer 13 anos e, como toda criança e adolescente, eu estava muito inquieta, sem amigos, não tinha contato com ninguém. O que me tirou daquele período tenso foi o artesanato". A empreendedora começou o seu negócio com R$ 20,00 e hoje chega a faturar até R$ 2.500,00 por mês.
A estudante conta que desde criança sua mãe comprava tinta, cola, coisas para fazer artesanato. "Eu já estava no caminho. Só que o laço, coisas de tecido, assim, veio muito da minha avó. Eu não pude conhecer a minha avó materna. Só que minha mãe fala que eu herdei esse dom dela. A minha mãe é zero na costura, mas a minha avó fazia figurino para televisão e escola de samba".
Se irá seguir os passos da avó ela ainda não sabe pois diz ser muito nova. "Não tenho a certeza do que me espera. Gosto de empreender. O que eu faço é simples, mas eu sei que é de responsabilidade. Recebo encomendas e algumas crianças que usaram o meu laço hoje já estão com 5 anos. Me sinto velha", brinca.
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Quanto à faculdade, Alexandra pensa muito e cursar economia ou administração e algo sobre empreendedorismo. "Estou pesquisando para não resolver muito em cima da hora. No momento, a tendência é o empreendedorismo. Agora, posso tentar design também", diz ela, com as dúvidas de quem irá escolher o destino profissional.
Os pais da jovem, a técnica em farmácia Erika Maria Lima, e o pai, o taxista Alexandre Lima, dão força para o trabalho da filha, mas querem que o foco seja no estudo mesmo. "Quando eu era mais novinha tinha mais tempo livre. Então, realmente, eu ganhava mais. Agora eu trabalho por encomenda", diz ela com uma página no Instagram (@bfavodemel) e pretende abrir uma loja física quando for possível. "Há alguns períodos que eu realizo as lives shops, que são eventos on-line onde promovo os produtos que estão à venda. Em certa ocasião, consegui arrecadar o valor que eu ganho em um mês", revela.
Alexandra diz que publica todos os produtos através da página da Boutique Favo de Mel. Mas o canal principal de comunicação para as vendas é o WhatsApp da loja.

Foto: Reprodução
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Além do lado empreendedora, Alexandra é uma jovem solidária. De tempos em tempos ela doa os cabelos para que sejam confeccionadas perucas e ajuda meninas também. "Já participei de projetos sociais nos quais confeccionei cerca de 50 laços para algumas meninas de comunidades carentes no Rio de Janeiro. É um sentimento muito prazeroso ver o sorriso de cada uma ao receber um lacinho, o que cumpre com o slogan da loja: 'levando sorrisos em cada lacinho', finaliza Alexandra, que, quando não está estudando ou fazendo seus produtos no atelier, gosta muito de viajar para Além Paraíba para curtir a natureza e os seu primos.
Fonte: O Dia