Levantamento do Unicef ouviu 1.029 crianças e adolescentes de 12 a 17 anos. Exposição a conteúdo impróprio é forma mais comum de violência
Uma pesquisa internacional divulgada pelo Unicef Innocenti revelou que 19% das crianças e adolescentes brasileiros entre 12 e 17 anos relataram ter vivenciado exploração ou abuso sexual facilitado por meio de tecnologias digitais ao longo de um ano. O levantamento ouviu 1.029 jovens e o mesmo número de responsáveis em visitas domiciliares realizadas entre novembro de 2024 e março de 2025.
A forma mais comum de violência relatada foi a exposição a conteúdo sexual impróprio, que atingiu cerca de 14% dos entrevistados. As plataformas digitais especialmente redes sociais e aplicativos de mensagens têm sido usadas tanto para aliciar quanto para compartilhar ou armazenar material com conteúdo sexual envolvendo menores.
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Segundo o estudo, quase metade dos casos ocorreu com pessoas conhecidas das vítimas, o que destaca a complexidade do problema e a necessidade de atenção contínua de pais, escolas e responsáveis. Uma parte significativa dos jovens também declarou que não chegou a contar a ninguém sobre o ocorrido, muitas vezes por vergonha ou medo de não ser acreditado.

Foto: Reprodução
A pesquisa aponta que plataformas como Instagram e WhatsApp aparecem entre os meios mais citados nas situações denunciadas, tanto pela troca de mensagens diretas quanto pela divulgação de imagens ou vídeos com conteúdo sexual inadequado para a idade.
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Especialistas que analisaram os dados reforçam que o uso cada vez mais intenso da internet pelas crianças e adolescentes torna essencial a orientação e o diálogo sobre segurança digital, além de mecanismos de proteção e denúncia que possam reduzir a exposição a esse tipo de violência.