Quantidade equivale à emissão de 5,2 bilhões de toneladas de CO2 equivalente, segundo cálculo feito por pesquisadores da Esalq-USP e da Embrapa
Pesquisadores brasileiros estimaram que a transformação de áreas naturais em terras agrícolas no Brasil resultou na perda de cerca de 1,4 bilhão de toneladas de carbono armazenado no solo ao longo dos últimos 30 anos, o que equivale à emissão de aproximadamente 5,2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO?) para a atmosfera.
A pesquisa foi publicada na revista Nature Communications e conduzida por cientistas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), da Embrapa Agricultura Digital e da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no contexto do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON).
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Segundo os autores, essa perda de carbono orgânico indica um impacto substancial sobre o clima, já que solos ricos em carbono ajudam a mitigar as mudanças climáticas ao armazenar carbono que, de outra forma, estaria na atmosfera.
Eles também destacam que práticas agrícolas sustentáveis — como rotação de culturas, plantio direto e sistemas integrados como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) — podem ajudar a “recarbonizar” partes dessas áreas e contribuir para as metas climáticas brasileiras estabelecidas no Acordo de Paris.
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O estudo ainda apresenta dados detalhados sobre as perdas e ganhos de carbono em diferentes biomas brasileiros, ressaltando a importância de estratégias de manejo que conservem ou aumentem o estoque de carbono no solo, com potencial também para apoiar a mitigação dos gases de efeito estufa associados à agricultura.