Análise genética indica diferenças nos mecanismos da doença e sugere caminhos para tratamentos mais específicos da diabetes
Um estudo internacional indica que a diabetes tipo 1 pode não ser uma única doença, mas apresentar duas formas distintas, com mecanismos biológicos diferentes. A pesquisa analisou o material genético de mais de 9 mil pessoas com diabetes tipo 1 e de mais de 14 mil indivíduos sem a doença.
Os pesquisadores concentraram a análise em dois perfis genéticos associados ao risco da doença, conhecidos como HLA-DR3 e HLA-DR4. Embora os pacientes recebam o mesmo diagnóstico, os cientistas identificaram diferenças nos processos imunológicos relacionados à destruição das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.
No grupo associado ao HLA-DR3, os dados apontaram maior participação dos mastócitos, células envolvidas em processos inflamatórios e em respostas do organismo a agentes externos. Já entre pessoas com o perfil HLA-DR4, a atuação das células T apareceu com maior destaque. Essas células do sistema imunológico podem atacar as células beta do pâncreas.
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A descoberta pode ajudar a explicar por que a diabetes tipo 1 apresenta diferenças na forma como surge e evolui entre os pacientes. Atualmente, a doença é caracterizada pela deficiência de insulina provocada pela destruição das células produtoras do hormônio e exige tratamento contínuo com insulina.
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Segundo os pesquisadores, a identificação de diferentes caminhos biológicos pode abrir espaço para tratamentos mais personalizados no futuro. Em vez de uma estratégia única para todos os pacientes, terapias poderiam ser direcionadas de acordo com o perfil genético e os mecanismos envolvidos em cada caso. Os autores, porém, ressaltam que ainda são necessários novos estudos para confirmar a divisão e avaliar como ela poderá ser utilizada na prática médica.