Pesquisadores identificaram que de 90 a 120 minutos por semana é a quantidade ideal para diminuir as chances de um óbito precoce
A prática regular de musculação pode trazer benefícios significativos para a saúde e contribuir para uma vida mais longa. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que identificou a quantidade ideal de treinamento de força para reduzir o risco de morte precoce.
Publicado na revista científica British Journal of Sports Medicine, o levantamento concluiu que realizar entre 90 e 120 minutos de musculação por semana está associado à maior redução do risco de morte por qualquer causa. Segundo os pesquisadores, esse nível de atividade pode diminuir as chances de morte precoce em cerca de 13%.
Os benefícios se tornam ainda maiores quando o treinamento de força é combinado com atividades aeróbicas, como caminhada, corrida, ciclismo ou natação. Nesses casos, a redução do risco de morte pode chegar a até 58%.
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A pesquisa analisou dados de 147.374 participantes acompanhados ao longo de 30 anos em três grandes estudos populacionais realizados nos Estados Unidos. Durante esse período, os voluntários responderam regularmente questionários sobre seus hábitos de atividade física, incluindo exercícios de força e atividades aeróbicas.
Os pesquisadores observaram que pessoas que praticavam musculação regularmente apresentavam, em geral, hábitos de vida mais saudáveis, menor peso corporal e maior participação em outras modalidades de exercício.
Ao longo do acompanhamento, foram registrados 35.798 óbitos. A análise dos dados mostrou que os participantes que realizavam entre 90 e 119 minutos semanais de treinamento de força tiveram um risco 13% menor de morte por qualquer causa quando comparados aos que não praticavam a atividade.
O estudo também identificou benefícios específicos para determinadas doenças. Nesse grupo, houve uma redução de 19% no risco de morte por doenças cardiovasculares e de 27% no risco de morte por doenças neurológicas.
Os cientistas destacam ainda que mesmo volumes menores de musculação já apresentaram resultados positivos. Pessoas que treinavam entre um e 59 minutos por semana ou entre 60 e 119 minutos também registraram redução entre 7% e 11% no risco de mortalidade.
Outro dado relevante é que não foram observados benefícios adicionais significativos para quem ultrapassava 120 minutos semanais de treinamento de força. Segundo os autores, esse parece ser o ponto em que os ganhos relacionados à longevidade atingem seu limite.
A pesquisa reforça a importância de combinar exercícios aeróbicos e musculação na rotina. Embora os benefícios das atividades cardiovasculares já sejam amplamente conhecidos, o estudo mostra que a associação entre os dois tipos de exercício oferece a maior proteção contra a mortalidade precoce.
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Para os especialistas, os resultados evidenciam que pequenas mudanças nos hábitos diários, como reservar algumas horas por semana para a prática de atividades físicas, podem gerar impactos expressivos na saúde e na qualidade de vida ao longo dos anos.