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Estudo indica que anticorpos da Covid podem agir contra coronavírus de morcegos
Foto: Mufid Majnun/Unsplash

Testes em laboratório indicam que a imunidade contra a covid pode reconhecer vírus relacionados, mas proteção em humanos é incerta

Um estudo publicado na revista científica PLOS Biology indica que anticorpos desenvolvidos contra o Sars-CoV-2 podem reconhecer e neutralizar alguns coronavírus relacionados encontrados em morcegos. Os resultados foram obtidos em testes de laboratório e podem ajudar pesquisadores a entender como o sistema imunológico humano reage a vírus com características semelhantes ao causador da Covid-19.

 

A pesquisa foi realizada por cientistas do Instituto Pirbright e do King’s College London, no Reino Unido, e analisou os chamados sarbecovírus, grupo que inclui o Sars-CoV-1 e o Sars-CoV-2. Os pesquisadores estudaram proteínas spike de 15 vírus e avaliaram como elas interagiam com receptores ACE2 de 16 espécies de morcegos e de outros mamíferos, incluindo seres humanos.

 

Os experimentos mostraram que amostras de pessoas que tiveram Covid apresentaram capacidade de neutralizar com maior eficiência os sarbecovírus mais próximos do Sars-CoV-2. Os cientistas também analisaram anticorpos monoclonais obtidos de pessoas vacinadas que posteriormente tiveram Covid e identificaram três com capacidade mais ampla de neutralização nos testes.

 

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Apesar do resultado, os pesquisadores ressaltam que a descoberta não significa que as vacinas ou a imunidade adquirida contra a Covid protejam seres humanos contra coronavírus de morcegos. Os testes foram realizados em laboratório, e a capacidade de um anticorpo reconhecer um vírus não é suficiente para comprovar que ele impediria uma infecção ou evitaria sintomas em pessoas.

 

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Segundo os pesquisadores, as regiões da proteína spike reconhecidas pelos anticorpos podem servir de base para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos capazes de oferecer proteção mais ampla contra diferentes coronavírus. O estudo também reforça a importância do monitoramento de vírus encontrados em animais para identificar possíveis ameaças antes que elas tenham capacidade de provocar novos surtos em humanos. 

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