Trabalho foi publicado na revista científica The American Journal of Preventive Medicine
Um novo estudo internacional reforçou os alertas sobre os impactos dos alimentos ultraprocessados na saúde. De acordo com a pesquisa, até um terço das mortes e dos casos de doenças cardiovasculares pode estar associado ao consumo desses produtos, especialmente em países onde eles representam uma parcela significativa da alimentação diária.
Os pesquisadores analisaram dados de diferentes populações e observaram uma relação consistente entre o alto consumo de ultraprocessados e o aumento do risco de problemas como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e outras doenças do sistema cardiovascular. Segundo os autores, quanto maior a participação desses alimentos na dieta, maior tende a ser o risco de adoecimento e morte.
Os alimentos ultraprocessados são formulações industriais produzidas com diversos ingredientes e aditivos, como corantes, aromatizantes, emulsificantes e conservantes. Entre os exemplos mais comuns estão refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados, embutidos, macarrão instantâneo, cereais açucarados, refeições prontas e doces industrializados.
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Especialistas explicam que esses produtos costumam apresentar grandes quantidades de sódio, açúcares e gorduras de baixa qualidade, além de baixo teor de fibras, vitaminas e minerais. O consumo frequente favorece o desenvolvimento de obesidade, hipertensão, diabetes tipo 2 e alterações no colesterol, fatores que aumentam significativamente o risco de doenças cardiovasculares.
Os autores destacam que os resultados não significam que um único alimento seja responsável pelas doenças, mas indicam que padrões alimentares ricos em ultraprocessados estão associados a piores desfechos de saúde. A recomendação é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijão, cereais integrais e carnes frescas, reduzindo o consumo de produtos industrializados.
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Para os pesquisadores, políticas públicas que estimulem uma alimentação mais saudável e reduzam o consumo de ultraprocessados podem contribuir para diminuir a incidência de doenças cardiovasculares, que continuam entre as principais causas de morte no mundo.