Identificado na Amazônia na década de 1970, vírus Cacipacoré tem poucos casos documentados e informações sobre sintomas ainda são poucas
Identificado na Amazônia brasileira na década de 1970, o vírus Cacipacoré voltou a chamar a atenção da comunidade científica após ser incluído em um catálogo internacional de vírus de RNA capazes de infectar seres humanos. Apesar disso, especialistas ressaltam que existem poucos casos humanos documentados e ainda há muitas dúvidas sobre seu comportamento, transmissão e potencial de causar surtos.
O Cacipacoré pertence à família Flaviviridae, a mesma dos vírus da dengue, zika, febre amarela e do Nilo Ocidental. Ele é classificado como um arbovírus, ou seja, é transmitido por artrópodes, principalmente mosquitos. Pesquisadores também já identificaram o vírus em carrapatos associados a capivaras, embora o papel desses animais na transmissão ainda esteja sendo investigado.
Os poucos registros de infecção em humanos indicam sintomas semelhantes aos de outras arboviroses, como febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga e mal-estar. Até o momento, não há evidências de que o vírus provoque quadros graves com frequência comparável à dengue severa, mas cientistas afirmam que a escassez de informações exige monitoramento constante.
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Segundo especialistas, o avanço das técnicas laboratoriais permitiu identificar vírus que antes passavam despercebidos em pacientes com febre de causa desconhecida. Isso não significa necessariamente que o Cacipacoré esteja se espalhando mais rapidamente, mas sim que os métodos atuais conseguem detectar infecções antes invisíveis aos sistemas de vigilância.
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Ainda não existe vacina nem tratamento específico contra o vírus. Por isso, a principal recomendação é adotar medidas de prevenção semelhantes às utilizadas contra outras doenças transmitidas por mosquitos: uso de repelente, telas e mosquiteiros, eliminação de criadouros de insetos e proteção extra em áreas de mata ou com grande presença de mosquitos e carrapatos. Especialistas destacam que, apesar do interesse científico crescente, o Cacipacoré não representa, neste momento, uma ameaça comparável à dengue ou à zika.