Pesquisa sugere ampliar de 18 para 36 meses o período usado para definir pacientes de alto risco funcional, grupo com menor expectativa de sobrevida após a progressão da doença
Um estudo sobre o mieloma múltiplo propõe uma mudança na forma de identificar os pacientes que apresentam a forma mais grave da doença. A sugestão ocorre em um momento de avanço nos tratamentos, que têm ampliado as possibilidades de controle e combate ao câncer.
O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que afeta as células plasmáticas, responsáveis pela produção de anticorpos na medula óssea. A doença pode provocar alterações nos ossos, anemia, problemas nos rins e aumento dos níveis de cálcio no sangue.
Segundo a pesquisa, os novos tratamentos podem mudar a forma como os médicos avaliam a gravidade dos casos. Com terapias mais eficazes disponíveis, alguns pacientes que antes eram classificados como portadores de uma forma mais avançada da doença podem apresentar respostas diferentes ao tratamento.
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Os pesquisadores defendem, por isso, uma revisão dos critérios utilizados para identificar os casos considerados de maior risco. A proposta pode ajudar a tornar a avaliação mais precisa e permitir que os pacientes recebam estratégias de tratamento mais adequadas ao perfil de cada doença.
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A mudança ainda depende de estudos e de validação pela comunidade médica. Especialistas ressaltam que o diagnóstico e a definição do tratamento devem ser feitos individualmente, considerando exames, características da doença e a resposta de cada paciente às terapias disponíveis.