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Cães de grande porte apresentam sinais de envelhecimento molecular mais acelerado do que os animais menores, o que pode ajudar a explicar por que vivem menos. A conclusão é de um estudo publicado na revista científica Science, na quinta-feira (8), que identificou diferenças em regiões específicas do DNA dos animais.
A pesquisa analisou 1.640 perfis de metilação do DNA de 894 cães de companhia participantes do Projeto de Envelhecimento Canino, nos Estados Unidos. A metilação consiste em marcas químicas que regulam a atividade dos genes e sofrem alterações ao longo da vida, permitindo estimar a idade biológica dos animais.
Os pesquisadores identificaram que cães com idade epigenética superior à esperada apresentavam maior risco de mortalidade. Animais de grande porte, machos e cães mais jovens também demonstraram padrões moleculares associados a um envelhecimento mais acelerado em relação à idade cronológica.
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Uma das principais diferenças foi observada nos chamados elementos transponíveis, conhecidos como “genes saltadores”. Esses trechos de DNA podem mudar de posição no material genético. Segundo o estudo, a perda de metilação associada à idade foi 31% mais intensa nos cães maiores, especialmente em sequências conhecidas como LINE1.
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Os autores avaliam que os resultados podem contribuir para a compreensão dos mecanismos biológicos do envelhecimento e auxiliar futuras pesquisas sobre doenças relacionadas à idade. As descobertas também podem oferecer pistas para estudos sobre o envelhecimento humano, embora sejam necessárias investigações adicionais para esclarecer essas relações.