Pesquisa analisou as respostas de 17.494 mulheres e mostrou que o esgotamento e a fadiga afetam mais de 90%
A perimenopausa, fase que antecede a menopausa, ainda é pouco discutida e cercada de desinformação, mesmo afetando diretamente a vida de milhões de mulheres. Um novo estudo internacional, considerado o mais abrangente já realizado sobre o tema, trouxe um dado preocupante: existe uma grande diferença entre o que se imagina sobre essa fase e o que, de fato, as mulheres enfrentam no dia a dia.
Tradicionalmente, sintomas como ondas de calor, problemas de sono e ganho de peso são os mais associados à perimenopausa. No entanto, a realidade é bem diferente para quem vive esse período.
De acordo com a pesquisa, o esgotamento foi apontado por 95% das mulheres como o principal sintoma, enquanto 93% relataram fadiga constante — índices muito superiores aos famosos fogachos, que por anos foram considerados o principal sinal dessa fase.
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Os pesquisadores explicam que o esgotamento vai além do simples cansaço. Ele envolve queda no desempenho diário, falhas de memória, dificuldade de concentração e esquecimentos frequentes. Já a fadiga está ligada ao cansaço físico persistente, que pode comprometer tarefas simples do cotidiano.
A perimenopausa compreende o período que antecede a última menstruação e também o ano seguinte ao seu fim. Essa fase pode começar ainda por volta dos 30 anos e se estender por vários anos, impactando diretamente a rotina, a saúde mental e o bem-estar das mulheres.
Apesar disso, especialistas alertam que o tema ainda recebe pouca atenção, tanto na medicina quanto no debate público, o que contribui para que sintomas intensos sejam ignorados ou tratados como algo “normal”.
Segundo a médica Mary Hedges, da Mayo Clinic, o estudo mostra que ainda há muito desconhecimento sobre essa fase e seus efeitos reais.
Ela destaca que o impacto da perimenopausa vai muito além do físico, podendo afetar relações pessoais, desempenho profissional e qualidade de vida. Fatores como acúmulo de responsabilidades, cuidados com a família e outros problemas de saúde também podem intensificar o quadro de estresse e cansaço.
Os pesquisadores reforçam que é preciso mudar a forma como a saúde da mulher na meia-idade é tratada. Entender o que realmente está acontecendo — e não apenas o que se imaginava — é fundamental para garantir um atendimento mais humano, eficaz e alinhado às necessidades de cada paciente.
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O alerta está dado: sintomas como cansaço extremo, lapsos de memória e queda de rendimento não devem ser ignorados. Eles podem ser sinais de uma fase natural da vida, mas que exige atenção, informação e acompanhamento adequado.