O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira uma ampliação das autorizações para exploração de petróleo na Venezuela, incluindo agora a empresa francesa Maurel & Prom entre as grandes multinacionais que podem operar no setor de energia do país. A medida faz parte de um conjunto de licenças emitidas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos para facilitar transações petrolíferas em território venezuelano.
Até o momento, outras cinco gigantes do setor já haviam sido autorizadas a atuar na Venezuela: BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell. A licença geral permite a essas empresas realizarem transações “relacionadas às operações do setor petrolífero ou de gás” na Venezuela, incluindo atividades de exploração e produção de combustível e negociações com a estatal PDVSA — sempre sob condições específicas e supervisão dos Estados Unidos.
Entre as exigências, os pagamentos de impostos ou royalties sobre petróleo e gás devem ser depositados em contas designadas pelo Tesouro dos EUA, atualmente em um fundo no Catar.
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A flexibilização das sanções faz parte de uma abordagem mais ampla de Washington para estimular o setor de energia venezuelano, que vinha sofrendo há anos com restrições e queda de produção, e representa a maior flexibilização desde que os EUA retomaram contacto diplomático com Caracas no início deste ano.
A Venezuela possui algumas das maiores reservas de petróleo bruto do mundo, e a iniciativa americana é vista como um movimento estratégico para estimular investimentos e produção no país, enquanto os contratos e operações seguem sujeitos à legislação norte-americana.
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Críticos apontam que, apesar de facilitar a entrada de capital estrangeiro e potencialmente revitalizar o setor energético venezuelano, a medida ainda mantém um forte controle dos EUA sobre as transações e o direcionamento dos recursos, em um cenário geopolítico complexo e de interesses econômicos cruzados.