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EUA impõem sanções a rede ligada ao cartel de El Mencho por esquema de contrabando de combustíveis
Foto: Divulgação

Autoridades americanas acusam grupo de financiar o Cartel Jalisco Nova Geração por meio de fraudes fiscais e comércio ilegal de combustíveis.

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (30) novas sanções contra uma rede empresarial e financeira acusada de abastecer o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), liderado por Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como "El Mencho". Segundo as autoridades norte-americanas, o grupo utilizava um esquema de contrabando de combustíveis para financiar as atividades da organização criminosa.

 

As medidas foram adotadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) e pela Rede de Combate a Crimes Financeiros (FinCEN), órgãos ligados ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

 

De acordo com a investigação, dois cidadãos mexicanos e nove empresas foram incluídos na lista de sanções por suposta participação em um esquema que envolvia contrabando de combustíveis, falsificação de documentos alfandegários, uso de empresas de fachada e sonegação de impostos.

 

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Entre os alvos está o contador Oscar Guillermo Juraidini Silva, apontado como responsável por administrar empresas utilizadas para ocultar operações financeiras do cartel e facilitar a importação irregular de combustíveis para o México. Também foi sancionado J. Refugio Ruiz Villagómez, acusado de transportar combustível dos Estados Unidos para o território mexicano sem autorização e de pagar taxas a grupos criminosos que controlam rotas na região de fronteira.

 

Além das pessoas físicas, as sanções atingem nove empresas dos setores de transporte, logística, câmbio, serviços financeiros e mercado imobiliário, que, segundo o governo americano, teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade às operações do esquema.

 

Paralelamente, a FinCEN divulgou um alerta destinado a bancos e instituições financeiras para reforçar a identificação de transações suspeitas relacionadas ao chamado "huachicol fiscal", prática que consiste na importação ilegal de combustíveis com o uso de documentação falsa, empresas intermediárias e fraudes tributárias para evitar o pagamento de impostos.

 

Segundo o Departamento do Tesouro, o contrabando e a comercialização clandestina de combustíveis se tornaram uma das principais fontes de receita dos cartéis mexicanos, ficando atrás apenas do narcotráfico. As autoridades afirmam que o esquema inclui o roubo de petróleo no México, o envio clandestino do produto para os Estados Unidos e a posterior reintrodução de gasolina, diesel e outros derivados em território mexicano sem o recolhimento dos tributos devidos.

 

As investigações foram conduzidas em parceria entre autoridades dos Estados Unidos e do México. Participaram da operação a Força-Tarefa de Segurança Interna do Sul do Texas, a DEA, o FBI, a Investigação de Segurança Interna (HSI), a Receita Federal dos Estados Unidos, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e a Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do governo mexicano.

 

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Com as novas sanções, os bens e ativos dos envolvidos que estejam sob jurisdição norte-americana ficam bloqueados, e empresas ou cidadãos dos Estados Unidos ficam proibidos de realizar transações financeiras com os integrantes da rede sancionada. 

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