Ataque americano marca o fim da trégua entre os dois países e eleva o temor de uma nova escalada no Oriente Médio.
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (7) uma ampla ofensiva militar contra o Irã, afirmando ter atingido mais de 80 alvos estratégicos em diferentes regiões do país. A operação, conduzida pelo Comando Central dos EUA (Centcom), representa o rompimento da trégua firmada entre as duas nações no mês passado.
Segundo os militares americanos, a ação foi uma resposta aos supostos ataques iranianos contra três embarcações comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.
Em comunicado oficial, o Centcom informou que foram utilizados armamentos de precisão para destruir sistemas de defesa aérea, centros de comando e controle, radares costeiros, estruturas de lançamento de mísseis antinavio e mais de 60 embarcações rápidas pertencentes ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica posicionadas na região.
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De acordo com o governo norte-americano, o objetivo da operação foi enfraquecer a capacidade militar do Irã e garantir a segurança da navegação comercial no estreito.
Washington também acusou Teerã de atacar recentemente três navios mercantes — M/T Al Rekayyat, M/T Wedyan e M/T Cyprus Prosperity — classificando a ação como uma grave violação do acordo de cessar-fogo firmado anteriormente.
O governo iraniano, porém, negou qualquer envolvimento nos ataques às embarcações e chamou as acusações de "infundadas". Segundo a imprensa estatal iraniana, explosões foram registradas na ilha de Qeshm e nas cidades portuárias de Bandar Abbas e Sikir logo após o início da ofensiva americana.
A escalada militar ocorre poucas horas depois de os Estados Unidos revogarema licença que autorizava a comercialização de petróleo iraniano, medida que fazia parte das negociações diplomáticas entre os dois países.
Apesar de um memorando de entendimento assinado no mês passado prever a manutenção do cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz, o novo confronto interrompe as tratativas e aumenta a tensão na região.
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Após os bombardeios, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Internacionais, Kazem Gharibabadi, afirmou que o país adotará "medidas decisivas" para defender sua soberania e seus interesses nacionais, sinalizando uma possível resposta militar à ofensiva dos Estados Unidos.