Governo de Donald Trump autorizou pacote militar de US$ 151,8 milhões alegando situação de emergência em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
O governo dos Estados Unidos aprovou a venda de armamentos para Israel no valor de US$ 151,8 milhões utilizando poderes de emergência que dispensam a revisão obrigatória do Congresso dos Estados Unidos. A autorização foi concedida na sexta-feira (6) pela administração do presidente Donald Trump.
De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o pacote inclui cerca de 12 mil bombas de uso geral do modelo BLU-110A/B, cada uma com capacidade aproximada de 453 quilos. O acordo também contempla serviços de engenharia, logística e suporte técnico relacionados ao uso e manutenção do equipamento.
Segundo o comunicado oficial divulgado pelo Escritório de Assuntos Político-Militares, o secretário de Estado classificou a operação como emergencial, o que permitiu acelerar o envio do material militar ao governo israelense sem a análise prévia do Congresso, etapa normalmente exigida pela Seção 36(b) da Lei de Controle de Exportação de Armas.
Veja também

Brasil quer parceria com Europa para desenvolver cadeia de minerais críticos
Tripulante britânica de 29 anos é encontrada morta dentro de superiate de luxo na Espanha
A principal empresa responsável pelo fornecimento será a Repkon USA, sediada na cidade de Garland, no estado do Texas. Parte dos corpos das bombas, segundo o governo norte-americano, será retirada de estoques militares já existentes nos Estados Unidos.
TENSÃO CRESCENTE NO ORIENTE MÉDIO
A decisão ocorre em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio após ataques conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã no dia 28 de fevereiro.
Os bombardeios deixaram mais de mil mortos, entre eles o líder supremo iraniano Ali Khamenei, além de estudantes e integrantes da alta cúpula militar do país. Em resposta, Teerã lançou ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos. Em um dos episódios, um drone atingiu um centro de operações táticas no Kuwait, provocando a morte de seis militares norte-americanos.
A autorização também acontece em meio a críticas dentro do Congresso dos EUA sobre o envio contínuo de armamentos a Israel durante a guerra na Faixa de Gaza.
Em julho, um grupo de 27 senadores do Partido Democrata dos Estados Unidos apoiou uma resolução que tentava bloquear determinadas vendas de armas ao aliado norte-americano. Os parlamentares justificaram a medida citando preocupações com o número de civis mortos e com o agravamento da crise humanitária no território palestino.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Apesar do apoio significativo, a proposta foi rejeitada, permitindo que as transferências militares para Israel continuassem.