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EUA prorrogam sanções contra o Brasil, mas medida não terá efeito prático
Foto: Mandel NGAN / AFP/06/07/2026

Decisão é apenas uma formalidade da Casa Branca, já que tarifa de 40% com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência foi derrubada pela Suprema Corte americana

O governo dos Estados Unidos anunciou que vai prorrogar por mais um ano as sanções impostas ao Brasil com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), em vigor desde julho de 2025. Apesar da renovação, a decisão é considerada apenas uma formalidade administrativa e não traz impactos práticos sobre o comércio entre os dois países.

 

As sanções haviam sido utilizadas pela gestão do presidente Donald Trump para aplicar uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros. No entanto, essa sobretaxa foi anulada pela Suprema Corte dos Estados Unidos em fevereiro deste ano, que entendeu que a legislação não poderia ser usada para impor tarifas a parceiros comerciais.

 

A renovação foi publicada no Federal Register, o diário oficial do governo americano, e atende a uma exigência da própria legislação dos EUA, que determina a revisão anual de situações classificadas como emergência nacional. Com isso, nenhuma nova tarifa será criada e também não haverá o retorno das medidas já derrubadas pela Justiça americana.

 

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No comunicado oficial, a Casa Branca voltou a repetir críticas ao governo brasileiro, citando supostas restrições à liberdade de expressão, violações de direitos humanos e alegando perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O texto também faz referência a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), mantendo o discurso adotado desde o início da crise diplomática entre os dois países.

 

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Embora tenha forte peso simbólico, a decisão não altera o cenário atual das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro continua contestando as medidas adotadas por Washington em organismos internacionais, enquanto acompanha os desdobramentos das políticas comerciais anunciadas pela administração Trump. 

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