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EUA sugerem acordo com Brasil para receber estrangeiros presos e cobram ações contra PCC e Comando Vermelho
Foto: Reproduçao

Proposta apresentada pelo governo de Donald Trump inclui cooperação contra crime transnacional e compartilhamento de dados de refugiados

O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, apresentou ao Brasil uma proposta de cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional que inclui a possibilidade de transferência de estrangeiros detidos em território americano para prisões brasileiras. A medida segue modelo semelhante ao adotado por El Salvador, que mantém o presídio de segurança máxima Cecot para receber criminosos capturados no exterior.

 

A proposta faz parte das negociações entre os dois países para ampliar a colaboração na área de segurança pública. A iniciativa seria um dos principais anúncios durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington para um encontro com Trump. A viagem estava prevista para março, mas deve ocorrer apenas em abril.

 

Além da transferência de presos estrangeiros, os Estados Unidos pediram que o Brasil apresente um plano de enfrentamento contra organizações criminosas que atuam no país, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV), o Hezbollah e grupos ligados ao crime organizado chinês.

 

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Outra exigência apresentada pelo governo americano envolve o compartilhamento de informações sobre estrangeiros que solicitam refúgio ou já possuem status de refugiado no Brasil. Entre os dados solicitados estariam registros biométricos, como forma de reforçar o combate à criminalidade transnacional e dificultar rotas de imigração irregular que passam por portos e fronteiras brasileiras.

 

As demandas fazem parte de uma contraproposta enviada por Washington em resposta ao plano de cooperação elaborado pelo governo brasileiro. A ideia de estreitar a parceria foi inicialmente sugerida por Lula durante um telefonema com Trump no ano passado, quando os dois países buscaram reduzir tensões diplomáticas provocadas por disputas comerciais.

 

Na proposta brasileira, quatro pontos principais foram apresentados. Entre eles está a ampliação da cooperação para combater lavagem de dinheiro, especialmente em casos envolvendo criminosos brasileiros que movimentam recursos por meio de empresas registradas no estado de Delaware, nos Estados Unidos, conhecido por ter regras fiscais mais flexíveis.

 

O plano também prevê maior colaboração para bloquear ativos de brasileiros suspeitos de crimes e que mantêm recursos em território americano, além de fortalecer a troca de informações entre a Receita Federal e o Internal Revenue Service (IRS).

 

Entenda as facções criminosas no Brasil

Foto: Reprodução

 

Outro eixo da proposta inclui reforço na cooperação entre autoridades alfandegárias, com foco no combate ao tráfico internacional de armas que abastece facções criminosas brasileiras e maior troca de informações sobre transações envolvendo criptomoedas.

 

As exigências apresentadas pelos Estados Unidos ainda não foram aceitas pelo Brasil, e as negociações seguem em andamento. Representantes dos dois governos tentam chegar a um acordo que possa ser anunciado durante a reunião entre Lula e Trump.

 

Um dos pontos de maior preocupação para o governo brasileiro é a possibilidade de os EUA classificarem o PCC e o Comando Vermelho comoorganizações terroristas. De acordo com informações divulgadas pelo portal UOL, Washington já teria decidido pela designação.

 

Na avaliação do governo Lula, essa classificação poderia abrir espaço jurídico para eventuais intervenções americanas em território brasileiro. Além disso, integrantes do governo temem que o tema seja explorado politicamente por adversários durante o período eleitoral.

 

Desde o início da semana, o presidente tem participado de reuniões internas para discutir alternativas à proposta americana e definir uma estratégia de negociação.

 

Estudos apontam que o PCC e o Comando Vermelho expandiram significativamente suas atividades nos últimos anos. As duas facções já possuem presença em todos os estados brasileiros e exercem domínio em pelo menos 13 deles. Além disso, ampliaram suas operações para outros países: o CV mantém relações com organizações criminosas em pelo menos oito nações da América Latina, enquanto o PCC possui atuação registrada em cerca de 16 países.O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, apresentou ao Brasil uma proposta de cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional que inclui a possibilidade de transferência de estrangeiros detidos em território americano para prisões brasileiras. A medida segue modelo semelhante ao adotado por El Salvador, que mantém o presídio de segurança máxima Cecot para receber criminosos capturados no exterior.

 

A proposta faz parte das negociações entre os dois países para ampliar a colaboração na área de segurança pública. A iniciativa seria um dos principais anúncios durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington para um encontro com Trump. A viagem estava prevista para março, mas deve ocorrer apenas em abril.

 

Além da transferência de presos estrangeiros, os Estados Unidos pediram que o Brasil apresente um plano de enfrentamento contra organizações criminosas que atuam no país, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV), o Hezbollah e grupos ligados ao crime organizado chinês.

 

Outra exigência apresentada pelo governo americano envolve o compartilhamento de informações sobre estrangeiros que solicitam refúgio ou já possuem status de refugiado no Brasil. Entre os dados solicitados estariam registros biométricos, como forma de reforçar o combate à criminalidade transnacional e dificultar rotas de imigração irregular que passam por portos e fronteiras brasileiras.

 

As demandas fazem parte de uma contraproposta enviada por Washington em resposta ao plano de cooperação elaborado pelo governo brasileiro. A ideia de estreitar a parceria foi inicialmente sugerida por Lula durante um telefonema com Trump no ano passado, quando os dois países buscaram reduzir tensões diplomáticas provocadas por disputas comerciais.

 

Na proposta brasileira, quatro pontos principais foram apresentados. Entre eles está a ampliação da cooperação para combater lavagem de dinheiro, especialmente em casos envolvendo criminosos brasileiros que movimentam recursos por meio de empresas registradas no estado de Delaware, nos Estados Unidos, conhecido por ter regras fiscais mais flexíveis.

 

O plano também prevê maior colaboração para bloquear ativos de brasileiros suspeitos de crimes e que mantêm recursos em território americano, além de fortalecer a troca de informações entre a Receita Federal e o Internal Revenue Service (IRS).

 

Outro eixo da proposta inclui reforço na cooperação entre autoridades alfandegárias, com foco no combate ao tráfico internacional de armas — que abastece facções criminosas brasileiras e maior troca de informações sobre transações envolvendo criptomoedas.

 

As exigências apresentadas pelos Estados Unidos ainda não foram aceitas pelo Brasil, e as negociações seguem em andamento. Representantes dos dois governos tentam chegar a um acordo que possa ser anunciado durante a reunião entre Lula e Trump.

 

Um dos pontos de maior preocupação para o governo brasileiro é a possibilidade de os EUA classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. De acordo com informações divulgadas pelo portal UOL, Washington já teria decidido pela designação.

 

Na avaliação do governo Lula, essa classificação poderia abrir espaço jurídico para eventuais intervenções americanas em território brasileiro. Além disso, integrantes do governo temem que o tema seja explorado politicamente por adversários durante o período eleitoral.

 

Desde o início da semana, o presidente tem participado de reuniões internas para discutir alternativas à proposta americana e definir uma estratégia de negociação.

 

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Estudos apontam que o PCC e o Comando Vermelho expandiram significativamente suas atividades nos últimos anos. As duas facções já possuem presença em todos os estados brasileiros e exercem domínio em pelo menos 13 deles. Além disso, ampliaram suas operações para outros países: o CV mantém relações com organizações criminosas em pelo menos oito nações da América Latina, enquanto o PCC possui atuação registrada em cerca de 16 países. 

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