Sequência de temperaturas extremas começou ainda na primavera no Hemisfério Norte e já provocou recordes, milhares de mortes em excesso e grandes incêndios. Bloqueios atmosféricos, falta de chuva e o aquecimento do planeta ampliam os impactos
A Europa vive a quarta onda de calor desde maio, enfrentando temperaturas extremas que já provocaram mortes, incêndios florestais de grandes proporções e uma severa redução no nível de importantes rios do continente. Países como Espanha, França, Itália, Portugal e Alemanha estão entre os mais afetados pela combinação de calor intenso, seca prolongada e baixa umidade.
Segundo especialistas, o fenômeno é resultado da atuação persistente de sistemas de alta pressão que impedem a chegada de frentes frias e favorecem a permanência de massas de ar extremamente quente sobre a Europa. As mudanças climáticas também são apontadas como um fator que aumenta a frequência, a duração e a intensidade desses eventos extremos.
Além das temperaturas elevadas, a seca reduziu drasticamente o volume de rios como o Reno e o Danúbio, comprometendo a navegação, a geração de energia e o abastecimento de água em diversas regiões. Em alguns países, usinas nucleares precisaram reduzir ou interromper parte das operações devido à falta de água para resfriamento dos reatores.
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Os incêndios florestais também se intensificaram nas últimas semanas. Na França e na Espanha, milhares de hectares foram consumidos pelo fogo, enquanto autoridades reforçaram o combate às chamas e emitiram alertas para a população evitar atividades que possam provocar novos focos de incêndio.
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Caminhão dos bombeiros destruído pelo fogo.
(Foto: Stelios Misinas/Reuters)
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Meteorologistas alertam que episódios de calor extremo como o atual tendem a se tornar cada vez mais frequentes nas próximas décadas. Enquanto governos adotam medidas emergenciais para enfrentar os impactos imediatos, especialistas defendem investimentos em adaptação e ações de combate às mudanças climáticas para reduzir os efeitos de futuras ondas de calor.