Temperaturas recordes alimentam grandes incêndios, provocam mortes, desaparecidos e colocam milhões de europeus em alerta.
A Europa vive um dos períodos mais críticos do ano em razão da terceira onda de calor de 2026, que vem provocando incêndios florestais de grandes proporções, especialmente na Espanha e na França. Na região de Los Gallardos, no sul da Espanha, ao menos 12 pessoas morreram após serem surpreendidas pelas chamas, enquanto equipes de resgate seguem trabalhando para localizar desaparecidos e controlar o fogo.
Segundo as autoridades espanholas, o incêndio começou após o rompimento de uma linha de transmissão de energia às margens de uma rodovia. Com o clima extremamente seco, ventos fortes e temperaturas elevadas, o fogo avançou cerca de 15 quilômetros em apenas duas horas, cercando moradores que tentavam escapar. Quatro vítimas foram encontradas dentro de um carro, e relatos indicam que algumas pessoas ignoraram os alertas de evacuação.
Mais de 500 profissionais, entre bombeiros e integrantes da Unidade Militar de Emergência, atuam na operação. Além dos mortos, pelo menos oito pessoas ficaram feridas e aproximadamente 1,4 mil moradores precisaram deixar suas casas. As autoridades ainda apuram o número de desaparecidos.
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A tragédia ocorreu justamente quando Los Gallardos se preparava para a realização de sua tradicional festa local. Moradores relataram que cinzas tomaram conta da cidade, dificultando a respiração e interrompendo as atividades.
Na França, a situação também preocupa. Incêndios atingem diversas regiões do país, principalmente o departamento de Drôme, onde as chamas já destruíram cerca de 3.700 hectares de vegetação e continuam avançando lentamente. Dados da Defesa Civil francesa mostram que, somente em 2026, a área devastada pelo fogo já é o dobro da registrada no mesmo período do ano passado, ultrapassando 25 mil hectares.
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Foto: Reprodução
Especialistas relacionam a intensidade dos incêndios às mudanças climáticas. Dados do observatório europeu Copernicus apontam que junho foi o mês mais quente já registrado na Europa Ocidental, com temperaturas muito acima da média histórica. Durante o período, milhões de pessoas enfrentaram calor superior a 35°C, favorecendo a propagação dos incêndios e elevando os riscos à saúde.
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Pesquisadores afirmam que fenômenos extremos como esse tendem a se tornar cada vez mais frequentes devido ao aquecimento global. Além dos incêndios, a combinação entre altas temperaturas e poluição elevou os níveis de ozônio em diversas regiões, aumentando os riscos para a população e colocando autoridades em estado de alerta em vários países europeus.