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Ex-candidata à Presidência do Equador, Luisa González é presa por suspeita de lavagem de dinheiro
Foto: Romina Duarte/Agencia Press South/Getty Images

Política de esquerda foi detida nesta quinta-feira (22) durante investigação sobre supostas irregularidades no financiamento da campanha presidencial de 2023.

 A ex-candidata à Presidência do Equador, Luisa González, foi presa nesta quinta-feira (22), na província de Manabí. A política, que integra o partido de esquerda Revolução Cidadã, é investigada por suspeitas de irregularidades no financiamento de sua campanha presidencial de 2023.

 

A detenção ocorreu durante uma operação realizada pela Polícia Nacional e pelo Ministério Público equatoriano. Segundo as autoridades, três pessoas foram alvo de ordens de prisão relacionadas a uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro e inconsistências na origem de recursos utilizados durante o período eleitoral.

 

O ex-presidente do Equador Rafael Correa, aliado político de González, foi um dos primeiros a divulgar a prisão. Em uma publicação nas redes sociais, o ex-mandatário criticou a ação das autoridades e manifestou indignação com a detenção da ex-candidata.

 

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Luisa González é uma das principais representantes da oposição ao atual presidente equatoriano, Daniel Noboa. Ela disputou as eleições presidenciais de 2023 e 2025, chegando ao segundo turno nas duas ocasiões, mas acabou derrotada pelo atual chefe do Executivo.

 

A investigação sobre o financiamento eleitoral teve início em janeiro deste ano, quando o Ministério Público realizou buscas na residência da ex-candidata e em imóveis ligados a integrantes do partido Revolução Cidadã. As autoridades apuram suspeitas de que recursos provenientes da Venezuela tenham sido utilizados irregularmente na campanha de 2023.

 

 

Entre os possíveis crimes investigados estão lavagem de dinheiro e irregularidades relacionadas às contribuições eleitorais. O Ministério Público também analisa a origem dos valores declarados e possíveis inconsistências nos registros financeiros apresentados pela campanha.

 

Foto: Reprodução

 

González nega as acusações e afirma que os recursos utilizados em sua campanha foram devidamente declarados às autoridades eleitorais. A ex-candidata também classificou as investigações como perseguição política, alegando que as medidas judiciais têm como objetivo atingir integrantes da oposição.

 

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A prisão provocou reações entre representantes do partido Revolução Cidadã, que questionaram a atuação das autoridades equatorianas. O caso segue sob investigação, e a responsabilidade criminal da ex-candidata ainda não foi estabelecida pela Justiça.

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