Presidente francês comentou sobre medidas a serem adotadas pelo governo nesta quinta-feira, após uma reunião com o conselho de segurança do país
O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou os episódios de violência registrados durante protestos no país e afirmou que o governo pretende restringir manifestações que não sejam organizadas por sindicatos. A declaração foi feita nesta quinta-feira, após confrontos, saques e depredações registrados no fim de semana em diversas cidades francesas.
Durante uma reunião do conselho de segurança francês, Macron classificou os episódios como atos de grupos organizados de extrema esquerda e afirmou que, segundo ele, os envolvidos pretendem desestabilizar a República. Novas manifestações foram convocadas por diferentes grupos para o próximo sábado.
O governo enfrenta pressão de manifestantes que reivindicam medidas contra o alto custo de vida e melhorias na educação, entre outras demandas. Ao mesmo tempo, partidos de extrema direita e extrema esquerda criticaram a resposta das autoridades aos atos do fim de semana, que também foram acompanhados de denúncias de violência policial.
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Macron reconheceu que houve falhas na atuação do governo durante os protestos e afirmou que as autoridades precisam aprender com o ocorrido. Ele também disse que medidas específicas, incluindo a proibição de aglomerações, poderão ser adotadas para evitar novos episódios de violência.
O presidente declarou que manifestações convocadas por organizações sindicais serão avaliadas conforme a legislação francesa e poderão ser autorizadas quando houver condições de segurança. Já os atos sem participação sindical, segundo ele, deverão ser proibidos sempre que possível.
Na tentativa de separar as reivindicações sociais dos episódios de vandalismo, o governo anunciou que o primeiro-ministro Sébastien Lecornu deverá receber representantes de organizações estudantis na próxima semana para discutir demandas relacionadas à educação. Lideranças sindicais também afirmaram que o governo vem discutindo propostas, como o reajuste do salário mínimo.
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Integrantes do governo francês afirmaram ainda que informações dos serviços de inteligência apontam a participação de grupos de extrema esquerda, incluindo anarquistas e antifascistas, no planejamento de atos violentos. As autoridades também suspeitam que pessoas tenham se infiltrado nas manifestações para praticar saques, com produtos supostamente roubados anunciados posteriormente em plataformas de comércio on-line.