O ex-diretor do Departamento Administrativo da Secretaria Municipal de Educação de Manacapuru (Semec), Raimundo Nonato da Costa Bastos, foi indiciado pela Polícia Civil do Amazonas por suspeita de peculato-desvio após uma investigação envolvendo pagamentos registrados em nome de uma mulher que afirma nunca ter trabalhado na Prefeitura.
Segundo o inquérito, a mulher aparecia nos registros municipais como auxiliar de serviços gerais em diferentes períodos entre 2020 e 2023 e estava vinculada a unidades da rede municipal de ensino. Ela relatou à polícia que nunca exerceu as funções e não recebeu os salários registrados em seu nome. A investigação apontou que os valores teriam sido direcionados para uma conta bancária de titularidade de Raimundo Nonato.
Durante o depoimento, Raimundo Nonato afirmou não se lembrar da contratação da mulher e disse acreditar que os depósitos recebidos correspondiam ao próprio salário ou a verbas indenizatórias. A Polícia Civil, porém, considerou que a atuação dele em procedimentos administrativos de contratação e no encaminhamento de documentos ao setor financeiro indicava indícios de participação no caso.
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O inquérito foi concluído em agosto e encaminhado à Justiça para manifestação do Ministério Público. A Prefeitura de Manacapuru informou que instaurou uma sindicância após tomar conhecimento da investigação e exonerou Raimundo Nonato em 26 de agosto.
Além do caso investigado pela Polícia Civil, denúncias encaminhadas sobre a Semec levantam questionamentos sobre a existência de outros possíveis funcionários que receberiam salários sem exercer as atividades. Essas alegações, porém, ainda precisam ser comprovadas e não foram confirmadas pelo inquérito divulgado até o momento.
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Foto: Reprodução
Também há denúncia de que Raimundo Nonato continuaria exercendo influência dentro da Secretaria de Educação mesmo após a exoneração. Essa alegação foi registrada em reportagem do Portal do Zacarias, que ressalvou não ter encontrado, até o momento, documentação pública capaz de confirmar que ele continua exercendo função de direção ou comandando decisões na pasta.
A investigação reacende questionamentos sobre os mecanismos de contratação, lotação e pagamento de servidores da rede municipal de ensino, especialmente em unidades da zona rural, onde a fiscalização pode ser mais difícil.
O caso segue em análise pelo Ministério Público e poderá resultar em novas diligências ou outras medidas judiciais. O indiciamento, por si só, não representa condenação.
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O espaço permanece aberto para Raimundo Nonato da Costa Bastos, para a Secretaria Municipal de Educação e para a Prefeitura de Manacapuru apresentarem esclarecimentos sobre as denúncias e sobre as medidas adotadas após a investigação.
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