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Ex-dirigente da ONU critica modelo econômico para a Amazônia e cobra novo caminho para o desenvolvimento sustentável
Foto: Divulgação

Achim Steiner afirma que a região ainda é vista como fonte de exploração econômica e defende investimentos que conciliem preservação ambiental e geração de oportunidades.

O ex-subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Achim Steiner, criticou a forma como a Amazônia tem sido tratada sob a perspectiva econômica durante participação na Conferência de Sustentabilidade de Hamburgo, realizada na Alemanha. Para ele, a região continua sendo encarada como uma área de exploração de baixo custo, voltada para ganhos rápidos, em vez de receber investimentos que promovam desenvolvimento sustentável e qualidade de vida para a população local.

 

Segundo Steiner, essa lógica impede mudanças estruturais e mantém a floresta sob constante pressão econômica.

 

"A Amazônia acabou sendo tratada como um grande prêmio de loteria, onde o dinheiro busca resultados imediatos, sem pensar no futuro da região", afirmou durante o evento.

 

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DESENVOLVIMENTO AINDA CONCENTRADO FORA DA AMAZÔNIA

 

Na avaliação do ex-dirigente da ONU, um dos principais entraves para o crescimento sustentável da Amazônia está na concentração de investimentos públicos e privados nos grandes centros econômicos do país. Enquanto isso, cidades amazônicas continuam enfrentando poucas oportunidades de geração de emprego e renda.

 

Steiner afirmou que esse cenário cria um "corredor estreito" de alternativas econômicas para a população local, favorecendo atividades que aumentam a pressão sobre os recursos naturais.

 

COP30 E O PROTAGONISMO BRASILEIRO

 

Durante sua participação no encontro internacional, Achim Steiner também destacou o papel da COP30, realizada em Belém, afirmando que a conferência poderá ser lembrada como um marco na agenda climática global, mesmo diante da ausência dos Estados Unidos nas negociações após a saída do país do Acordo de Paris durante o governo Donald Trump.

 

Segundo ele, a atuação diplomática do Brasil foi importante para manter o diálogo internacional sobre mudanças climáticas e fortalecer propostas voltadas à redução gradual da dependência de combustíveis fósseis.

 

DEBATE SOBRE PETRÓLEO NA MARGEM EQUATORIAL

 

Steiner também chamou atenção para um dos temas mais debatidos na política ambiental brasileira: a exploração de petróleo na costa amazônica.

 

Enquanto o Brasil reforça compromissos internacionais de preservação ambiental, a Petrobras mantém estudos e atividades de prospecção na Margem Equatorial, incluindo operações próximas ao litoral do Amapá. Para o ex-dirigente da ONU, esse cenário evidencia os desafios de equilibrar crescimento econômico, segurança energética e proteção ambiental.

 

CRISE NO PL E DECISÃO DE MICHELLE BOLSONARO

 

No cenário político, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou sua saída da presidência do PL Mulher. Oficialmente, ela informou que pretende dedicar mais tempo aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro e da família.

 

Nos bastidores, porém, a decisão ocorre após divergências públicas com o senador Flávio Bolsonaro, episódio que ampliou especulações sobre tensões internas no grupo político.

 

Outro assunto repercutido nesta semana envolve o senador Romário, que informou que devolverá aos cofres públicos a parcela do salário correspondente ao período em que permanecer fora do Brasil durante a cobertura da Copa do Mundo como comentarista esportivo.

 

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Segundo o parlamentar, a medida busca evitar questionamentos sobre o recebimento de remuneração enquanto desempenha atividades no exterior. 

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