Entre os nomes mencionados, aparece Flávia Peres, ex-ministra no governo Jair Bolsonaro, cujo envolvimento é apontado como inédito no caso
Dois ex-altos dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) o ex-procurador Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis estão em fase avançada de negociação de delação premiada e teriam citado o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, além de nomes ligados ao chamado Centrão, em relatos prestados às autoridades no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos considerados irregulares em benefícios previdenciários.
Segundo a apuração jornalística, os delatores apresentaram informações sobre supostas influências e a participação de políticos no esquema, incluindo a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais Flávia Péres (ex-Flávia Arruda), cujo nome aparece pela primeira vez associado ao caso.
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Os dois ex-servidores estão presos desde 13 de novembro de 2025 por sua ligação com os descontos automáticos que teriam sido autorizados de maneira irregular em aposentadorias e pensões.

Foto: Reprodução
As investigações apontam que Virgílio teria recebido cerca de R$ 11,9 milhões em pagamentos de empresas envolvidas no esquema, com parte desses valores supostamente repassados a empresas ligadas à sua família, enquanto André teria recebido cerca de R$ 3,4 milhões em propinas entre 2023 e 2024.
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O caso integra um amplo inquérito que ainda está em apuração, com as defesas dos acusados questionando detalhes do processo e afirmando que a delação ainda não foi formalizada ou negando a veracidade das acusações.