Painel de 19 proteínas estimou o início dos sintomas com erro médio de 1,6 ano em portadores de variantes genéticas ligadas à doença. Ainda é uma ferramenta de pesquisa, sem uso nos consultórios
Pesquisadores identificaram um conjunto de proteínas presentes no sangue que pode indicar, com anos de antecedência, quando uma pessoa desenvolverá a esclerose lateral amiotrófica (ELA). A descoberta é considerada um avanço importante na busca por métodos de diagnóstico precoce da doença, que atualmente costuma ser identificada apenas após o aparecimento dos sintomas.
O estudo mostrou que alterações em determinadas proteínas podem ser detectadas muito antes da perda progressiva dos neurônios motores, característica da ELA. Os cientistas acreditam que esses biomarcadores poderão ajudar médicos a identificar pacientes em estágios iniciais e selecionar voluntários para testes de novos tratamentos antes que ocorram danos irreversíveis.
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Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores ressaltam que o exame ainda está em fase de validação e não será incorporado imediatamente à prática clínica. Novos estudos serão necessários para confirmar a precisão dos marcadores em diferentes grupos de pacientes e definir como a tecnologia poderá ser utilizada na rotina médica.
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A ELA é uma doença neurodegenerativa rara e sem cura, que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos voluntários. Com a progressão da enfermidade, os pacientes perdem gradualmente a força muscular, comprometendo a fala, a locomoção, a deglutição e, em estágios avançados, a respiração. A expectativa é que a identificação precoce da doença contribua para acelerar o desenvolvimento de terapias mais eficazes.