Brasileiro que tá tirando habilitação ou renovando a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já tem mais uma etapa pra passar antes de pegar a bendita: o exame toxicológico — e agora ele entrou pra valer também na primeira habilitação para motos e carros (categorias A e B), não só pra profissionais.
Esse exame não é bobagem nem pega “só quem usa direto”. Ele busca sinais de uso de drogas ao longo dos últimos meses (geralmente 90 a 180 dias) analisando amostras de cabelo, pelos ou unhas — método que pega consumo antigo e recente, diferente de sangue ou urina que só mostra uso de poucos dias.
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QUAIS DROGAS PODEM REPROVAR NO TESTE?
Se no seu cabelo ou pelos tiver traços de qualquer uma dessas substâncias, o resultado é positivo — e a CNH pode ser barrada:
Anfetaminas e derivados — tipo rebite
Metanfetaminas e ecstasy (MDMA/MDA)
Canabinóides — maconha, haxixe, skunk
Cocaína e seus metabólitos
Opiáceos e opioides — como morfina, codeína, heroína
Outras substâncias relacionadas a emagrecimento ou estimulantes, como mazindol
Vale dizer que o teste não mede quanto você usou, só se usou ou não dentro daquele período de análise.
COMO FUNCIONA O EXAME?
O processo é simples na prática, mas sério na luta:
Você agenda o exame em laboratório credenciado
Coleta de amostra de cabelo, pelos ou unhas
Material vai pro laboratório
Resultado sai em laudo rastreável que o Detran usa pra liberar ou não a CNH
E não adianta “dar um jeitinho”: raspar o cabelo só faz o laboratório usar outros pelos, e nem água, chás ou dieta limpam seu histórico químico do corpo.
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PRA QUE SERVE ISSO?
Além de ser regra (agora pra todo mundo que vai tirar a CNH, inclusive A e B), o exame é pensado pra deixar o trânsito mais seguro — identificando uso de drogas que podem comprometer reflexos e julgamento de quem vai dirigir.