Órgãos de saúde alertam para o uso indiscriminado de suplementos à base de curcumina devido ao risco de danos hepáticos
O consumo excessivo de cúrcuma, especialmente em forma de suplementos e cápsulas concentradas, pode representar riscos à saúde, segundo alertas de autoridades sanitárias e especialistas.
Embora a especiaria seja conhecida por seus potenciais efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, o problema está na alta concentração de curcumina presente em produtos industrializados. Em doses elevadas, há registros de casos raros, mas graves, de danos ao fígado, incluindo inflamações hepáticas.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os episódios identificados estão associados principalmente a suplementos e medicamentos, e não ao uso culinário da cúrcuma no preparo de alimentos.
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Especialistas explicam que a diferença entre o uso tradicional na comida e o consumo em cápsulas está na concentração e na absorção do composto pelo organismo. Produtos industrializados podem conter doses muito mais altas, o que aumenta o risco de efeitos adversos, principalmente em pessoas com doenças hepáticas ou condições metabólicas pré-existentes.
Entre os sinais de alerta estão icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura, fadiga intensa e desconforto abdominal. Nesses casos, a orientação é interromper o uso e procurar atendimento médico.
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Autoridades reforçam que o consumo moderado da cúrcuma como tempero continua considerado seguro, enquanto o uso de suplementos deve ser feito com cautela e orientação profissional.